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terça-feira, 20 de junho de 2017

As Responsabilidades da Mãe Cristã

Resultado de imagem para mae orando com o filho desenhoA primeira mãe mencionada na Bíblia é, naturalmente, Eva. Gênesis 3.20 diz: “E deu o homem o nome de Eva à sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos”.
“Eva” significa “vida”. “Mãe”, no hebraico, é “em”. No Antigo Testamento, “em” é traduzido como “mãe” 218 vezes. Mas, este vocábulo também traz consigo a ideia de “ponto de partida”. Ele representa uma fonte de onde pessoas ou coisas de caráter semelhante são disseminadas. Em português, isso é visto em termos como “terra natal”, “nave-mãe”, e mesmo “placa-mãe”.
Na cosmovisão bíblica, a missão dos pais é educar os filhos a seguir a Deus. Deus criou a família como a unidade principal onde as crianças são cuidadas, amadas, treinadas e capacitadas. Isso requer muito carinho e disciplina. Ser mãe cristã abrange um grande grau de tensão, pois ela deve ser gentil, vivenciar as expectativas bíblicas e saber a hora de deixar os seus filhos irem. Como a maioria das mães cristãs pode atestar, é difícil equilibrar o instinto natural de proteger a criança do dano com a necessidade de capacitar a criança para a vida como um adulto.
Mães são lembradas na Bíblia por amarem os seus filhos (Tito 2.4), por sentir afeto por eles, por terem uma atitude gentil para com eles. Ao mesmo tempo, a mãe é lembrada nas Escrituras também por treinar os seus filhos para viverem uma vida religiosa (Salmos 78.5-6) e descobrir como eles podem contribuir pessoalmente para o Reino de Deus (Provérbios 22.6).
As crianças nem sempre fazem isso. Na Lei de Moisés, em Deuteronômio 21.18-21, vemos que se uma criança israelita era completamente rebelde para com seus pais, até o ponto de ameaçá-los e àqueles ao seu redor, os pais eram responsáveis ​por comunicar às autoridades. Se os crimes eram sérios o suficiente, o corpo governante poderia, então, ordenar a execução daquele filho. Esta lei deve ter sido extremamente difícil para as mães cujo primeiro instinto é o de proteger a sua criança. E, de fato, não há registro histórico de que essa lei tenha sido um dia usada.
Jesus expressou um desgosto maternal em Lucas 13.34, quando disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”.
Parte da responsabilidade de uma mãe cristã em equipar e treinar seus filhos é explicar e encarnar o caráter e a santidade de Deus (Deuteronômio 6.4-7), mesmo que a criança rejeite tudo relacionado a Deus. É reconfortante saber que Jesus também lidou com filhos rebeldes.
Outra grave tensão na maternidade cristã é ser uma doadora da vida e, ao mesmo tempo, um ponto de partida. Gênesis 3.20 descreve Eva, a primeira mãe, como fonte da vida. E em Gênesis 17.16, Deus prometeu a Abraão que sua esposa Sara viria a ser a mãe, ou fonte, de muitas nações e reis. Mas Deus também disse que os filhos de Eva deveriam “encher a terra” (Gênesis 1.28), o que exigiria deixar a casa de sua mãe. E os filhos de Sara incluem, certamente, todos aqueles de grupos diversificados que seguem a Cristo. Da mesma forma, as mães precisam lembrar que o propósito de ser mãe é desenvolver um adulto forte e independente (Gênesis 2.24). Mesmo que esse filho adulto resida geograficamente próximo à sua mãe, esta deve permitir-lhe a liberdade de viver como um adulto, tendo a sabedoria de sua mãe em conta (Provérbios 31.2), mas tomando suas próprias decisões, mesmo decisões que ela não entende ou não concorda (Marcos 3.20-21,31).
A fim de manter a tensão da maternidade, Deus espera que as mães cristãs tenham duas características específicas. A primeira é inferida em Provérbios 1.8-9: “Ouça, meu filho, a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de sua mãe, pois eles são uma guirlanda graciosa para sua cabeça e pingentes para o seu pescoço”. Para que uma criança confiar na sabedoria de sua mãe, a mãe deve realmente ser sábia. As mães precisam seguir a Deus e confiar nas promessas de 2 Pedro 1.3, que diz: “Seu divino poder nos tem dado tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e excelência”.
Mas, as mães cristãs também devem ter em mente Efésios 6.4: “Pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”. Disciplina e treinamento são desrespeitados quando são dados sem respeito ou afeto. Adicione estes àqueles e você começará a falar a verdade em amor (Efésios 4.15).
A Bíblia não reserva a maternidade só para mulheres com filhos biológicos. Juízes 5.7 identifica a profetisa e juíza Débora como “uma mãe em Israel”, mas ela também era uma mãe para Israel.Ela forneceu sabedoria (Juízes 4.5) e, sob a direção de Deus, mostrou a Israel o caminho que deveriam seguir (v.6). Ela ainda tentou incentivar seus “filhos adultos” a seguirem a Deus por conta própria, sem a sua presença constante (vv.8-9). Por causa da sabedoria e orientação de Débora, Israel desfrutou de um período raro da paz (Juízes 5.31). Todas as mulheres podem seguir o exemplo de Débora para incentivar, cuidar e treinar aqueles em torno delas para viver de forma madura e eficaz, honrando a Deus em suas vidas.
A maternidade não é a soma total das responsabilidades de uma mulher cristã. Ela também é uma filha de Deus (Romanos 8.14), possivelmente uma esposa respeitosa (Efésios 5.33) e uma parte essencial de sua igreja local (1 Coríntios 12.4-31). Em todos esses níveis de relacionamento, a mulher pode apresentar a “maternidade cristã” também, apoiando, treinando e capacitando outros para que eles possam dar a sua contribuição para o Reino de Deus.

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