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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Nova Vida em Amor - Dependencia Parental no Casamento

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Por livre  e espontânea vontade, centenas de pessoas se unem com um (a) parceiro (a) todos os dias.

Estes dados ilustram bem quantas pessoas se dedicam a fazer um projeto de casamento e quanto elas estão dispostas a investir na noite de celebração. Mas, o que acontece depois da festa? Depois da lua de mel? Depois dos primeiros meses, em que tudo é uma grande novidade? Vem a rotina, o dia a dia comum, as responsabilidades, as diferenças e as heranças familiares.

E é nesta fase que os recém casados começam a entender que o casamento verdadeiro nada tem a ver com festa, bolo e fotos. Mas sim com relacionamentos, atritos, divisão de tarefas domésticas, cumplicidade, diversão em família, aproximação com os sogros e cunhados, prestação de contas, e claro, amor e desejo.

É também nesta etapa que aqueles que se casaram com expectativas irreais (tais como relação sexual todos os dias, nenhum contato com sogros, prosperidade financeira contínua, etc.) se dão conta da realidade. Infelizmente, é também nesta fase que muitas mulheres se sentem sozinhas, mesmo estando casadas.

Jovens, casadas há menos de um ano, buscam aconselhamento para lidar com a solidão e sobrecarga no casamento. E diversas queixas são justas. Muitas estão decepcionadas com o cônjuge que não atende a expectativas mínimas.

Essas mulheres, geralmente próximas dos 30 anos, são cristãs, possuem graduação e pós, estão cheias de vida e saúde, são maduras e optaram por construir uma família com seu esposo. E após o casamento, se dão conta de um abismo de maturidade entre ambos. Seus maridos ainda estão construindo sua carreira, não possuem controle financeiro, não encaram os problemas com a seriedade devida e são descomprometidos com as responsabilidades domésticas.

Essas mulheres descobrem se casadas com meninos de 30 anos, altamente dependentes. Elas não sabem como lidar com a dependência maternal do marido.

Mas por que isso tem acontecido com essa geração?

A partir de 1984 os índices de divórcio cresceram. O que se justifica legalmente na medida em que a constituição de 1988 permitiu que o divorciado voltasse a se casar quantas vezes quisesse. Os índices também apontam que a maioria dos divórcios ocorreram em casamentos com menos de 10 anos e com a presença de filhos (os quais, em 90% dos casos ficavam sob a guarda da mãe).

O que as estatísticas não conseguem medir é o impacto social na vida dos adultos que cresceram sem referência de paternidade. Infelizmente, temos observado que dependência maternal tem se instalado em relacionamentos em que um ou ambos os cônjuges cresceram sem um pai presente e comprometido com sua educação.

E o que vemos nessa convergência de situações é uma mulher criada apenas por uma mãe que a ensina a estudar, se desenvolver, ter um trabalho, ser independente e ter iniciativa diante dos problemas da vida. E (ou) um rapaz criado por uma mãe que, por ser só, trabalha, estuda, cria o filho, é independente, tem iniciativa e precisa resolver tudo sozinha.

Quando casam, nenhum deles tem uma referência sólida de relacionamento matrimonial. A mulher deseja que o marido tenha tantas capacidades e competências quanto ela e que seja presente e comprometido. E o homem entra no casamento com a referência da mãe (aquela que resolve todas as demandas do lar). Obviamente, há um choque.

O que fazer diante desse quadro?

Primeiramente, precisamos entender que o casamento é uma aliança estabelecida entre duas pessoas que decidem se comprometer um com o outro. 
O casamento é uma relação criada por Deus e fundamentada no amor, respeito, honra e cumplicidade mútuos.

Este desígnio de Deus (“… deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir se á a sua mulher…” Marcos 10.7) para o casamento destina-se apenas a pessoas adultas. É pré-requisito também para o estabelecimento dessa aliança por vontade própria. Afinal, é inadmissível, ao menos no Brasil, um casamento compulsório.
Assim fica claro que de modo algum a mulher é vitima nessa situação. A escolha pelo casamento foi uma decisão pessoal e avaliar a identidade e maturidade do noivo era uma obrigação pré-nupcial. O casamento é uma decisão que precisa ser administrada depois do ‘sim’.
De modo que, ao invés da desistência, incentivamos as mulheres a encararem as desigualdades no relacionamento.

E para isso propomos algumas saídas.

1º) Não se proponha a ser mãe do seu marido – Assumir a dependência maternal causará muitos danos no relacionamento. A parceria entre o casal precisa estimular o desenvolvimento emocional e o amadurecimento de ambos. Seja cúmplice, amante, amiga, companheira do seu esposo. Mãe, nunca.

2º) Não se sujeite a ideias e propostas que parecem bíblicas, mas que reforçam a dependência maternal do homem à esposa e que reforçam a isenção do marido sobre suas responsabilidades. Biblicamente, o esposo é o responsável diante de Deus pelo casamento. É chamado à liderança familiar. Qualquer mensagem contrária a isso nega a Bíblia. Pode ser até machismo disfarçado de teologia.

3º) Faça amizades com outros casais. Amigos casados, que vivem um estilo de vida semelhantes ao seu, serão essenciais para os momentos bons e ruins. Referências e exemplos externos também são bons para ajudar a nortear as decisões.

4º) Estude sobre matrimônio. Leia livros, faça cursos, vá a congressos, assista a palestras sobre casamento junto com seu esposo. A jornada matrimonial ficará mais fácil se você tiver ferramentas para lidar com os desafios diários.

5º) Estabeleça princípios, valores e responsabilidades. Recuse-se a cuidar de tudo. Divida as tarefas do lar. O casamento é para isso mesmo.

6º) Busque ajuda profissional sempre que necessário. Não tenha medo de encarar um tratamento terapêutico. Um bom profissional pode auxiliar aos dois a se tornarem melhores um para o outro.


Por Flavianne Vaz.

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