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domingo, 30 de agosto de 2015

Devo deixar meu Esposo/Esposa? Parte 2

Desistir de um casamento é a última opção, depois de várias tentativas sinceras de salvá-lo. Mas às vezes é a única saída. Quero estressar novamente que apesar desta orientação, a decisão de continuar ou não no seu casamento é exclusivamente sua. Oriente-se, informe-se, considere—sim, mas no fim das contas a decisão é apenas sua, pois é você que terá de viver com ela depois.

Falei anteriormente sobre o que você deve considerar e fazer antes de pensar em desistir do seu casamento. Portanto, meu conselho abaixo é apenas para pessoas que já seguiram aqueles passos. Tenho visto milhares de pessoas salvarem seu casamento e passarem a viver felizes depois de seguir nossos conselhos. Portanto, não pense logo de cara que seu casamento não tem mais jeito e que a única solução é o divórcio.

Muitas vezes quando estamos nos piores momentos da relação, com as emoções à flor da pele, o pensamento de desistir é muito forte. Mas quase nunca é a solução certa. Lembre-se também que muitas vezes você pensa em desistir mais como uma solução para a dor emocional que está sentindo do que como uma solução permanente propriamente dita. Fugir do problema não lhe ensina nada para o próximo relacionamento—a não ser fugir novamente quando os novos problemas vierem. Portanto, a decisão de deixar seu cônjuge não pode ser emocional, mas racional—e por isso nunca deve ser tomada no calor das emoções.

Muitos citam as palavras de Jesus “O que Deus uniu, não separe o homem” para dizer que o divórcio nunca é uma opção porque desagrada a Deus. Esteja certo de uma coisa: todo divórcio desagrada a Deus. Não tenha dúvida. Porém, o próprio Deus permitiu o divórcio em casos de traição. Não porque Ele quis assim, mas porque Ele não deseja impor sobre a pessoa traída vergonha e dor ainda maiores. Portanto, se o traído quiser divorciar, Ele permite.

Considere também a primeira parte deste versículo: “O que Deus uniu, não separe o homem.” O que Deus uniu não deve ser separado pelo homem. Eu creio nisso. Agora lhe pergunto: você crê que todo casamento acontece porque Deus uniu aquelas duas pessoas?

Eu não. De forma nenhuma. Ouso até dizer que muitos, muitos casamentos não são feitos por Deus. As pessoas se casam pelos motivos mais banais: para sair da casa dos pais, para assumir uma gravidez inesperada, para concorrer com amigos e parentes que já casaram, para agradar (ou desagradar) os pais, para ter um companheiro de sexo, para ter filhos, para se dar bem financeiramente… e muitas outras razões. Não me diga que é Deus que une essas pessoas.

Portanto, há casais sim que nunca deveriam ter se unido. Não foi a vontade de Deus. É bem verdade que se eles se voltarem para o Autor do casamento, Ele poderá consertar o erro e torná-lo em acerto. Isso acontece e muito. Basta os envolvidos quererem.

Mas e quando um não quer? O outro deve ficar sofrendo a vida inteira?

Não. Deus não impõe esta dor sobre ninguém. Portanto, a minha fé, que não imponho a ninguém, me diz que se eu estivesse num casamento infernal, lutando com todas as minhas forças por uma pessoa que não quer nem a mim, nem a Deus, e nem ao nosso casamento, eu não hesitaria em deixá-la e partir para outra. Repito, eu tentaria de tudo primeiro. Faria minha parte. Buscaria em Deus. Mas se durante um bom tempo eu não visse melhora, eu desfaria o meu casamento de erro.

É claro que esta decisão vem carregada de outras considerações: a idade, os filhos, a fé pessoal, o que já foi tentado, se eu já corrigi meus erros de comportamento, se a outra pessoa sinceramente quer consertar o casamento, condições financeiras, o futuro, e outras mais, dependendo da situação de cada um. Daí você tem que considerar tudo isso e usar a sua fé aliada à sua inteligência para decidir.

No fim das contas, a pergunta que você tem que se fazer é esta: “Qual é a minha fé? O que eu creio?”

Se sua fé lhe diz com toda a certeza que você deve continuar e lutar por seu casamento, então vá em frente. Se sua fé lhe diz, com toda boa consciência, que você já deu o que tinha que dar e está na hora de sair deste inferno, então vá na sua fé.

De uma forma ou de outra, é esta mesma fé que lhe sustentará nos dias que estão por vir, depois da sua decisão.

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