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domingo, 15 de março de 2015

O Mistério do Caminho a Dois

“Estas três coisas me maravilham; e quatro há que não conheço: O caminho da águia no ar; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem.” Provérbios 30:18-19.

  Agur era um poeta da corte do Rei Salomão. Foi dele o poema acima escrito com propriedade sensitiva de um homem que admirava os caminhos da existência humana aos quais fez comparações extremadas da beleza da trajetória e do curso de rota de três ações que ele considerava maravilhosa e aprendia com a caminhada em curso de três elementos:

O caminho da águia no ar; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar (uma ele não entendia), porque era por demais misteriosa (O caminho de um homem e uma virgem) Ao fazer o analise das três coisas maravilhosas, creio que o poeta tinha em mente fazer comparações; entender o caminho de dois seres que formam uma simbiose perfeita de cumplicidade e harmonia apesar das vicissitudes da trajetória das marcas dos caminhos da jornada que deixam rastros dos obstáculos vencidos.

O caminho a dois (de um homem e de uma virgem) torna-se por demais misterioso devido aos rumos que na individualidade de cada um surgem mil possibilidades de ações as mais inusitadas e surpreendentes atitudes em cada milésimo de segundo em que decisões são tomadas e que mudam o curso da existência. Quer queira ou não, tais decisões sempre deixam marcas.
Há mil possibilidades diárias das decisões tomadas na individualidade que desenham todo o curso da existência. São atitudes que desembocam em ações que por sua vez trazem a reboque consequências imediatas ou em longo prazo na medida em que tais atitudes assomadas à ação imediata de cada um são impetradas enquanto a vida continua no seu curso determinado pelas ações da individualidade.

Agur não entendia como dois seres que se unem com ideias e ideais tão diferentes podem traçar uma trajetória de sucesso numa caminhada de vida a dois com as marcas que ficam. Para ele isso tais caminhos eram por demais misteriosos. Toda caminhada aprumada entre um homem e uma mulher deixam rastros que ficaram pelos obstáculos vencidos e superados durante a caminhada.

Há um texto inspirado nas escrituras que determinam a intensidade dessa caminhada a dois que devido a um princípio estabelecido por Deus muitos ministros no momento do cerimonial de um casamento afirmam diante dos nubentes a seguinte frase: “Até que a morte os separe”. Como disse, essa frase adquire essa consistência devido a afirmação bíblica. “Aquilo que Deus uniu não separe o homem”. Embasado nesse principio alguns aderem o casamento como um sacramento, outros defendem como uma aliança perpétua de sangue, indissolúvel, que não pode ser quebrada pelo casal a não ser pela morte compulsória de um dos cônjuges ao quais todos um dia haverão de enfrentar.

É evidente que o casamento foi instituído pelo próprio Deus, e há muitos textos bíblicos que definem essa proposta divina. Mas, para fazermos essa afirmação (O que Deus uniu não separe o homem) É necessário fazer uma pergunta: Quando é que Deus une?

A astúcia da serpente e o seu deslizar na rocha de forma sinuosa e rasteira em busca da presa na mesma proporção, de forma rasteira em contato com a pedra, também não deixam marcas; Por outro lado o olhar do poeta ao observar tais paisagens de ações desses animais observa ao longe o caminho do navio no meio mar e percebe que apesar de rasgar as águas com tamanha força e impetuosidade, a embarcação avança singrando os mares solapando as ondas vence a violência das águas e através de sua trajetória da mesma maneira não em deixa marcas avançando sempre adiante.

Oque eu quero dizer com isso. No caminho a dois, é preciso criar no casamento um ciclo de vida. Um casamento para gerar vida, se faz necessário responder a pergunta (Quando Deus une?) Quando o casal se conscientiza que o casamento é uma caminhada a dois onde é necessário construir um ciclo de sinergia pelo amor e respeito vivendo intensamente a relação no dia a dia. Para construir o ciclo de vida é preciso vencer os obstáculos da caminhada sem deixar marcas. As agressões do tempo, a imaturidade e a ilusão em que as lembranças de alguns episódios desagradáveis que criaram conflitos na relação foram obstáculos na caminhada a dois para a construção de um relacionamento, não podem atrapalhar o presente. As marcas deixadas não podem ser obstáculos para uma trajetória futura. Um casal não pode ficar preso nas falhas do passado, senão suas energias absorvidas para superar novos obstáculos para a continuidade serão sugadas pelas dificuldades marcadas pelas lembranças ruins.

O que Agur não entende é que no caminho entre um homem e uma mulher é impossível que não fiquem as marcas dos conflitos e dos obstáculos que foram vencidos no passado, mas que constantemente tais marcas sempre criam obstáculos numa trajetória e caminhada a dois. Dai, é importante voltarmos à pergunta. Quando é que Deus une? Quando o relacionamento gera a vida impede que a morte compulsória no relacionamento mate a alegria, o romantismo, comunicação, cumplicidade, afinidade, empatia, apreço. Se o casamento não gerar a vida na relação o relacionamento será assassinado pelo divórcio. Quando o divórcio acontece é porque morreu a relação de forma compulsória nos sentimentos dos cônjuges. Nesse sentido “marcas” dos conflitos são obstáculos na construção de vida no relacionamento.

Um casamento que gera ciclo de vida não deixa marcas na caminhada porque a energia do Espirito Santo renova a força espiritual dos cônjuges pra plainar nas alturas do altruísmo e renovam suas forças como de águia. (Isaías 40) (Efésios 4:31) Isso é por demais maravilhoso, saber que há perdão de um para com outro em que a palavra de Deus se torna bússola para coordenar os sentimentos cujos cônjuges, oram juntos e pedem a graça de Jesus para apagar as marcas do passado mediante o perdão e confissão e arrependimento.(Salmo 119;103)

Um casamento que gera ciclo de vida e não deixa marcas na caminhada é porque Coloca a vida conjugal na Rocha que é Cristo e crucifica o seu eu periférico na cruz de Cristo. “Assim como Moisés levantou a serpente no deserto assim importa que o filho do homem seja levantado para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João3:14) Jesus verticalizou a serpente do ego do Jesus humano e ascendeu o Cristo nas alturas da águia. Mas, não deixou rastros, apenas deslizou pela rocha sem deixar marcas. Uma das palavras de Jesus na cruz foi: “Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Não houve rastros de ressentimentos e nem das mágoas. A serpente do ego deixou de se rastejar e comer pó e ascendeu as alturas. Um casal que está crucificado com Cristo crucificou o velho homem, do ego periférico, a serpente do velho homem e está crucificado com Cristo. Portanto, um casal que perdoa, mata o seu “velho homem” na cruz e perdoa as ofensas do passado e deixa as coisas que para traz ficam, prosseguem para o alvo da soberana vocação em Cristo. (Filipenses 3:12)

Um casamento que gera ciclo de vida e não deixa marcas da caminhada é semelhante o navio do meio do mar, que singra os mares com violência e sabe para onde vai é porque esta dirigida pelas estrelas. Ao avançar cria um sulco nas águas... Depois passa e continua a sua trajetória até alcançar o porto seguro. Vence as tempestades, supera os obstáculos da navegação turbulenta. Um casal que pensa nas coisas do alto não tem tempo para ver o tumulto das águas agitadas. Sabe que Cristo navega nesse barco. Barco que Cristo está jamais afunda. Agur não compreendia esse misterioso caminho entre um homem e uma mulher porque Ele não conhecia a poderosa graça de Cristo.

Agur estava profetizando ação de Jesus Cristo mediante o Espirito Santo na vida dos cônjuges que conhecem a Jesus Cristo Como Senhor e Salvador em suas vidas.


PEDRO LUÍZ DE ALMEIDA

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