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sábado, 15 de novembro de 2014

Inimigos Mortais ao Casamento

O casamento está sob ataque! O casamento sempre esteve sob ataque! O mundo, a carne e o diabo são todos totalmente contra o casamento, e especialmente aos casamentos que são distintamente cristãos. O casamento, afinal de contas, é dado por Deus para fortalecer Seu povo e para glorificá-lO; não é à toa, portanto, que esse é um constante grande campo de batalhas.

Estive pensando recentemente sobre alguns dos maiores inimigos do casamento cristão e, de fato, sobre os maiores inimigos que eu vejo se levantarem para atacar meu próprio casamento. Aqui estão 6 inimigos mortais do casamento, e do casamento cristão em particular.

1- Negligência de Fundamentos

O inimigo do casamento que merece estar no topo desta lista é este: negligenciar os fundamentos – os fundamentos bíblicos. A Bíblia deixa bem claro que o casamento é uma instituição decretada por Deus com o propósito de glorificar a Ele mostrando algo sobre Ele. O grande mistério do casamento é que a relação de aliança entre o homem e a mulher é um retrato da relação de aliança entre Cristo e a sua igreja. O casamento vem de Deus, é sobre Deus, para Deus e por Deus, então nós negligenciamos Deus para o nosso próprio risco. É somente quando a fundação bíblica está onde deveria estar que somos capazes de compreender corretamente como marido e mulher devem se relacionar, como eles devem aceitar seus diferentes papéis, e como eles devem buscar trazer glória a Deus tanto individualmente quanto como um casal. Construir um casamento sobre qualquer outro fundamento é negligenciar a Rocha preferindo construir sobre a areia.

2- Negligência da Oração

A oração é o nosso socorro. O meio pelo qual louvamos a Deus, expressamos nossa gratidão, confessamos nosso pecado e imploramos por ajuda. O casal que ora junto está confessando perante Deus que são dependentes dEle, que são incapazes de prosperar sem Ele. A oração individual é essencial para a vida cristã, e a oração em casal é essencial para o casamento cristão. Ali, ajoelhando-se ao lado da cama ou assentados ao lado da lareira, o marido e a esposa se encontram juntos com o Senhor, louvando-O por Sua bondade e graça, confessando seus pecados cometidos contra Ele e contra um ao outro, e implorando a Ele por sabedoria e auxílio. Quando a oração cessa, o casal está silenciosamente dizendo que pode sobreviver ou prosperar sozinho e que não precisa da contínua e constante assistência de Deus.

3- Negligência da Comunhão

Outro grande inimigo do casamento é a falta de comunhão – comunhão com a igreja local. Satanás adora quando ele consegue compelir um indivíduo a se afastar da igreja; adora ainda mais quando ele consegue distanciar da igreja um casal ou uma família inteira. Quando um casal casado deixa a igreja, ou simplesmente passa a fazer o mínimo necessário em relação a ela, marido e mulher estão deixando o lugar onde deveriam ver casamentos saudáveis, onde podem adorar lado a lado, onde encontrarão amigos a quem podem abrir seu casamento para que outros possam ver e diagnosticar suas dificuldades. O casamento prospera no contexto da igreja local e murcha fora dele.

4- Negligência de Comunicação

Assim como Satanás quer que um casal pare de se comunicar com Deus em oração, ele também quer que esse mesmo casal pare de se comunicar entre si. Comunicação livre, aberta e regular é a chave para qualquer relacionamento, quanto mais o casamento. Quando um casal quer e pode se comunicar, ele é capaz de admitir as dificuldades e de trabalhar nelas, bem como pode compartilhar as alegrias e tristezas que são inevitáveis numa vida vivida a dois. Muitos casais param de se comunicar, ou talvez eles nunca aprenderam. Em vez de trabalhar nos problemas, eles permitem que eles permaneçam, aumentem e se tornem tóxicos. A comunicação é a chave para um casamento saudável, e a falta dela é um inimigo perigoso.

5- Negligência de Interesses Compartilhados

Quando um casal está namorando é muito difícil que descubra que não tem nada em comum ou que eles têm poucos interesses compartilhados. Mas conforme o tempo passa e eles se tornam marido e mulher adequando-se à vida cotidiana, eles podem facilmente cair em rotinas separadas. Agora, eles vivem sozinhos mesmo estando juntos. Duas pessoas conduzindo suas vidas separadas debaixo do mesmo teto. Interesses compartilhados motivam tempo compartilhado, conversação compartilhada, paixão compartilhada. Pode ser um hobby, uma atividade, até mesmo um programa de televisão, mas deve haver algo. A negligência de interesses compartilhados é um grande inimigo para um casamento saudável.

6- Negligência de Sexo

Deus foi bom em prover a estranha e misteriosa dádiva do sexo de modo que marido e esposa se unam de um jeito único. O sexo é a super-cola de um casamento saudável, mas ainda assim a maioria dos casais não está distante de negligenciar isso ou até mesmo de substituí-lo pela pornografia ou coisas do tipo. A Bíblia exige que marido e esposa mantenham relações sexuais em todas as circunstâncias, exceto nas mais delicadas e especiais – com consentimento mútuo, por um curto período, para que se concentrem na oração. Existem tempos inevitáveis quando nada parece mais difícil do que buscar o relacionamento sexual e nada parece ser mais fácil do que negligenciá-lo, mas negligenciar o sexo é desobedecer a Deus diretamente. Negligenciar o sexo é o mesmo que não levar em consideração um dos grandes e indispensáveis dons de Deus.

Se Satanás não pode destruir um casamento, ele tentará ao mesmo enfraquecê-lo. Negligenciar qualquer uma dessas seis coisas é convidar sua presença e dar boas vindas à sua influência.

7- Negligência das Necessidades do Cônjuge

A Palavra de Deus nos exorta a sempre colocar as necessidades do próximo acima das nossas. Quanto mais isso seria verdade em relação ao nosso cônjuge. Abrir mão dos nossos próprios interesses de modo que as necessidades do outro sejam satisfeitas não é fácil, mas também não é impossível quando nos submetemos, em temor ao Senhor, ao que Ele nos ensina em Sua Palavra, capacitados pelo Espírito Santo, para Sua própria glória. Isso, é claro, só será possível quando ambos os cônjuges estiverem sintonizados e em comunhão com o Senhor. Um abrindo mão dos seus interesses em prol do outro e vice-versa. O comprometimento de apenas um dos cônjuges em relação a isso poderá trazer sérias consequencias ao casamento. Vale a pena ressaltar também que quando nascem os filhos, não são eles que devem se tornar o centro do casamento. Segundo o Senhor, o cônjuge será sempre nossa prioridade, acima de nossos filhos, e o centro do casamento deve sempre ser Cristo.

O importante é ressaltar que quanto mais as necessidades dos cônjuges estiverem alinhadas com aquilo que o Senhor revela serem suas reais necessidades (e isso através da leitura da Palavra), e quanto mais ambos os cônjuges estiverem alinhados com aquilo que o Senhor revela ser a Sua vontade para suas vidas, mais fácil será deixar as próprias necessidades de lado para atender às do outro. Nossa verdadeira satisfacão está na satisfação do outro.

8- Negligência da Leitura e Prática da Palavra

Quanto melhor nos alimentar, mais saudáveis seremos, e isso também em termos espirituais, afinal de contas, a Palavra de Deus é o alimento espiritual que mais necessitamos, ainda que muitas das vezes não sintamos fome em relação a ela.

Quanto mais soubermos o que Deus espera de nós, melhor será para avaliarmos se estamos agindo de acordo com a Sua vontade para nossas vidas. E para sabermos o que Ele espera de nós, precisamos ler o que Ele nos revelou em Sua Palavra. Negligenciar a leitura da Palavra, tanto individualmente quanto como um casal, certamente nos privará de desfrutarmos de tudo aquilo que o Senhor tem para nossas vidas, pois não cresceremos no conhecimento daquilo que deve pautar nossas ações e manter nossa comunhão com o Senhor. Isso é especialmente importante para os maridos, que são responsáveis perante o Senhor pelo desenvolvimento espiritual não apenas de si mesmos, mas também tanto de suas esposas quanto de seus filhos.

Muitos cristãos pensam que apenas ler a bíblia é o suficiente. Isso é especialmente perigoso dentro de um casamento cristão onde os cônjuges leem a bíblia sem a percepção de que ela foi deixada por Deus para mudar nossas vidas e não apenas para aumentar nosso conhecimento. A prática dos princípios eternos de Deus revelados em Sua Palavra será fundamental tanto para nosso crescimento espiritual quanto para glorificarmos a Deus perante as pessoas do mundo, mostrando a elas a diferença que o Senhor faz em nossas vidas.

9- Negligência do “Deixar Pai e Mãe”

Deus é muito claro em relação à instituição do casamento. Um casal deixa a casa de seus pais e forma uma nova unidade familiar. Deixar pai e mãe não significa abandoná-los para sempre, mas sim deixar para trás toda e qualquer influência que eles possam exercer sobre a nova família. Não falo de troca de experiências, pois isso é muito válido para uma família recém formada. O que quero dizer é que a interferência negativa dos pais, ou até mesmo da família, no casamento pode ser extremamente prejudicial.  Na prática isso nem sempre será totalmente possível e nem sempre conseguiremos evitar interferências, críticas e opiniões, mas quanto mais pudermos enraizar em nós a importância desse ponto, instituído pelo Senhor, mais poderemos desfrutar plenamente dos benefícios de nos tornarmos uma nova família e de depender do Senhor e de Seus conselhos para firmarmos o alicerce de nossos lares. Muitas vezes dependerá do próprio casal impor limites aos familiares em termos de interferência no relacionamento e na criação de filhos, e ainda que isso possa soar um tanto incômodo, será para o benefício de todos.

10- Negligência em Reconhecer Nossa Própria Condição

O Senhor nos revela em Sua Palavra que todos nós, sem qualquer excessão, somos pecadores que carecem da graça e da misericórdia que somente Ele pode nos conceder. No ambiente do casamento é muito comum percebermos as falhas do nosso cônjuge, mas não as nossas, e na maioria das vezes, ou a culpa é toda nossa, ou ela também é nossa. A Bíblia nos exorta a sempre olharmos para dentro de nós mesmos e nos examinarmos antes de apontar qualquer dedo acusador para alguém, ainda mais para nosso cônjuge, e caso a culpa seja comprovadamente toda da outra parte, temos o dever de corrigir e restaurar o outro em amor e com graça, assim como foi feito pelo Senhor em relação à nós.

Tiago Neves

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