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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Resgatando o Casamento


 


 Resgatando o Casamento - Há sempre tempo quando se quer investir na relação!
                                              Jaime Kemp

- Vai que dá!
- Ainda há tempo!
- Não desanime!
- Vamos orar!
Estas são frases chavões em meus aconselhamentos. Procuro, sempre que possível, colocar uma luz do outro lado do túnel. E é tão bom quando posso animar uma pessoa e dizer: Vamos trabalhar nesse relacionamento! Ainda há tempo! Vamos orar para que Deus oriente por onde devemos andar!
E posso dizer que já vi Deus levantando das cinzas, relacionamentos que, confesso, achava não haver mais solução.

Portanto, mesmo procurando não ser uma pessoa negativa, existe uma realidade detectada facilmente nos números. Nunca, tantos casais se separaram! De 1982 a 2000, o número de divórcios aumentou 29,4% enquanto as separações judiciais saltaram para 84,3%, segundo os dados do IBGE. A maior parte destes dados foi levantada entre pessoas de 30 a 40 anos. Essa porcentagem, por si só, já impressiona.

     Tendo em vista buscar resgates e restaurações, precisamos pesquisar os motivos que têm tornado os laços do casamento tão frágeis. Depois de presenciar inúmeros encontros e desencontros cheguei a algumas conclusões:

Compromisso frágil

      Uma leviandade com o compromisso tem tornado o casamento algo descartável, e o divórcio um acontecimento corriqueiro. Romper um casamento, em vez de ser uma vergonha para a família, como no passado, tornou-se fator de autopromoção.

Hoje em dia somente uma pequena porcentagem de casais se casa tendo em vista o “até que a morte nos separe”. Os votos trocados no altar têm sido tratados com ironia. Em contraposição, vemos na Bíblia a importância do compromisso. Ele é absolutamente essencial para que um casamento dê certo. Problemas? Todos os casamentos sempre terão! É impossível não haver algum tipo de dificuldade interpessoal onde houver, pelo menos, duas pessoas convivendo. Porém, se o ambiente assegurar segurança e não ameaça, torna-se muito mais fácil resolver os problemas e continuar juntos. É lamentável que nesta sociedade cada vez mais permissiva e descompromissada, o conceito de os laços permanentes do casamento esteja sendo cada vez mais desprezado.

Você é casado (a)? Lembra-se de os votos assumidos na cerimônia de seu casamento? Mesmo o tempo já tendo passado, você ainda se empenha em cumpri-los? Se sua resposta não foi rápida e sem titubeios, gostaria de lhe dizer que ainda há tempo para você reafirmar seu compromisso, primeiramente com Deus e depois com seu cônjuge! Deus se agrada de quem quer agradá-lo com a vida conjugal.

Expectativas Irreais

Se seu pai sempre dá uma mão na cozinha, é natural você esperar que qualquer marido faça o mesmo. Se a sua sogra costumava levar o café do filho dela (seu marido) na cama, ele provavelmente esperará que a esposa faça o mesmo. Todos nós temos expectativas secretas, irreais. Seu casamento fatalmente terá problemas se você e seu cônjuge, durante o tempo de noivado, não conversaram sobre os sonhos e expectativas mútuas. Este assunto é tão importante, que nossa próxima edição de setembro o abordará como tema central. Por esse motivo, não entrarei neste artigo, em maiores detalhes. Só quero deixar claro que este é um dos motivos de separação entre os casais e dizer que ainda há tempo para desfazer as expectativas irreais que criam ilusão e desilusão no casamento. Ainda há tempo para colocar os pés no chão, e perante a realidade do outro, dialogar, trazer à tona os diferentes enfoques de vida, bem como as adaptações que se fizerem necessárias (leia meu livro: “Antes de dizer sim!”).

Comunicação

No início de o casamento, o casal costuma conversar sobre tudo, desde as mais tolas fantasias até traumas de infância. O tempo que passavam juntos costumava ser entre risos e brincadeiras. E, se um magoasse o outro, era muito fácil dizer: “Desculpa, amor!” E o perdão era dado com a maior boa vontade.

Não dá muito bem para se precisar quando, mas o encanto vai se desfazendo e a comunicação também. A irritação começa a aflorar por qualquer coisinha. Ele, passa o fim de semana na frente da TV e é incapaz de tirar a mesa do café, ou fazer alguma compra para a casa. Ela, fica magoada com a atitude dele, mas deixa passar, não abrindo a boca, porque se o fizer, será briga na certa. A tensão se manifesta em detalhes insignificantes: uma roupa fora do lugar, o esquecimento de se dar um recado, etc..

Ainda há tempo para melhorar a comunicação. Ainda há tempo para se humilhar, para reconhecer o erro e pedir perdão. Ainda há tempo para aprender a responder com carinho e brandura. Ainda há tempo para mudar o jeito áspero de responder, para sair da postura de indiferença, para pensar antes de falar.

Finanças

     Em geral, quem ganha mais exerce o poder. E, na maioria das vezes, é o homem que traz o dinheiro para casa, ou quem tem o salário mais alto (sim, eu sei que é um mundo machista!) – e a decisão!

Um casamento baseado em dois salários também pode trazer frustrações, quando o marido acha constrangedor admitir que o dinheiro da mulher é necessário para pagar as contas mensais. Outra fonte de atrito pode ser o valor que cada um dá ao dinheiro e a forma de gastá-lo. Um, paga as contas em dia, detesta comprar a crédito, jamais fica no vermelho. O outro, faz tudo ao contrário: é um “mão aberta”, não tem o menor controle do que gasta, e nem de seu talão de cheques. Não desista! Ainda há tempo para resolver essa área! Vejamos: qual é o cônjuge mais hábil para lidar com a questão financeira? Para onde o dinheiro deve ser, primeiramente, dirigido? Quais são as prioridades para se estabelecer gastos e investimentos? É isso! Ainda há tempo para dialogar e buscar ajuda nos princípios da Palavra de Deus. Ainda há tempo para ambos fazerem o orçamento financeiro, ainda há tempo para sair da dívida e procurar equilibrar a situação financeira.

Cama

     Com a liberação sexual e econômica, a mulher não precisa estar mais atrelada ao casamento para se sustentar. Você pode estar pensando: “Jaime, já mudamos de assunto!” Vou chegar lá... Acompanhe meu raciocínio: uma mulher que, quando solteira teve uma vida intensa, depois de uns poucos anos de casamento acaba se cansando, principalmente se o marido for do tipo machão ou pouco criativo. Porque uma mulher finge orgasmo? Para não ferir o ego masculino do marido! Então, na hora em que resolve terminar com o fingimento, precisa tomar cuidado para não descontar de uma só vez, anos de frustração. Por que isso ocorre? Há vários motivos, mas um dos mais comuns é que muitos nunca fizeram cursos, nunca leram nada, achando que sabiam tudo. Então se casam. Problemas e mais problemas começam a surgir. Alguns reagem com falta de consideração, incompreensão e impaciência. As ofensas mútuas vão se acumulando e construindo um muro de separação entre o casal. A afetividade vai se escoando, e um acaba olhando para o outro e enxergando uma pessoa desconhecida do outro lado da cama. E é aí que muitos desistem achando que não dá mais tempo para resgatar o relacionamento.

     Por favor, não “embarque nessa”! Ainda há tempo! Há tempo para levar o problema diante de Deus em oração. Há tempo para buscar um conselheiro, há tempo para ler um bom livro que os oriente, há tempo para reacender a chama do amor. Mesmo que você ache que seu caso é impossível, lembre-se de que Deus  é expert em transformar situações!

     Para poder começar de novo é necessário saber onde se parou. Quando percebemos que estamos no caminho errado precisamos voltar e entrar na estrada certa. Para isso é preciso redirecionar nossas vidas. O processo é, muitas vezes, lento, confuso e até doloroso.

Comece com Deus. Ele é o especialista. Parta do ponto em que você está. Verbalize suas frustrações ao Pai e também peça a ele que lhe dê a oportunidade certa para falar com seu cônjuge. Escolha palavras certas. Não agrida, converse. Ainda há tempo!
Leitura recomendavél: A arte de permanecer casada, Resgatando a lua-de-mel 
                                                             Autor Pr. Jaime Kemp

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