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quarta-feira, 10 de abril de 2013

A HISTORICIDADE DO CASAMENTO E A PERDA DOS VALORES CRISTÃOS



“E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos” (Tiago 1:22).

        O tema casamento na Bíblia Sagrada é tão simples para alguns quanto polêmico para a maioria dos líderes e irmãos em CRISTO. Simples para aqueles que têm os ouvidos e olhos abertos à Verdade de DEUS, os que desejam renunciar o próprio EU para obedecer a JESUS, os verdadeiros salvos, os que anseiam por uma vida de santificação e renúncia. Complexo, entretanto, para as pessoas cujo coração não tem desejo algum verdadeiro de agradar a DEUS, indivíduos que já enveredaram por caminhos errados e tortuosos, tornaram-se meros expectadores da Palavra em seu tempo; os que desejam agradar mais a carne do que o Espírito de DEUS.

        A verdade sobre casamento, é bem verdade, só foi revelada a alguns, aqueles eleitos e escolhidos por DEUS para um dia serem herdeiros da Sua glória e do Seu reino. Mesmo os discípulos, após ouvirem de JESUS toda a verdade sobre o modelo de casamento que DEUS criou, ficaram assustados, porque eles tinham como normal a bagunça familiar da época em que viviam. JESUS apenas quis mostrar a eles que casamento e família eram muito diferentes da desordem daqueles dias. Mas, em seguida, confortou-os: “Nem todos são aptos para receber este conceito, mas apenas aqueles a quem é dado” (Mateus 19:11). Ou seja, o próprio JESUS nos revelou, nessa passagem, que, de fato, muitos iriam permanecer de ouvidos e olhos fechados à verdade de DEUS sobre casamento e família. Reconhecemos, em toda Sagrada Escritura, que essa justiça (de revelar a alguns poucos e a outros não) se dá devido ao coração contaminado do homem, que não sente mais o menor desejo de renunciar aquilo que ele aprendeu e concebe como verdade (mas não é) e passar a satisfazer a vontade de DEUS. A esses, o apóstolo Paulo escreveu que iriam se perder: “Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:3-4) (grifo meu).

        Por isso, o que pretendo ensinar aqui me foi revelado pelo Espírito Santo e despertará a alegria dos salvos e tristeza e ira dos perdidos. Mas farei para que muitos dos que um dia conheceram a verdade sobre casamento não se deixem contaminar por falsos conselhos, ensinamentos distorcidos, doutrina de demônios, heresias, mentiras de lideranças que ainda não encontraram a graça de DEUS dessa revelação.

        Se você pensasse em conversar com alguma pessoa a 100 atrás sobre o desejo de se separar do seu cônjuge e se casar com outra pessoa, certamente você seria censurado (a) duramente. A sociedade há 100 anos era tida com conservadora, ortodoxa, legalista, radicalmente fechada no tema família e casamento indissolúvel. Os bons costumes, a boa educação, o respeito ao próximo e à família eram infinitamente mais preservados em relação aos dias atuais. Os poucos cristãos, então, nem se cogita. Os primeiros evangélicos que chegaram ao solo brasileiro, coitados, pagaram um alto preço por defenderem, com radicalismo, um ensino pautado na verdade de CRISTO, sem acréscimo, sem interpretação humana, sem aquela coisa do “eu acho isso, você acha aquilo”, como se a Verdade se pautasse a partir dos nossos interesses e achismos. A Palavra de DEUS era “sim, sim, não, não”. Hoje, em detrimento à grande quantidade de templos religiosos abertos e espalhados no Brasil, e por causa dos enormes interesses humanos que permeiam os ensinamentos, que as heresias se espalharam pelo país. Em parte, porque a igreja de CRISTO não se manteve firme na postura dura, firme dos ensinamentos de DEUS face às pessoas mundanas que, pouco a pouco, adentraram na sua linhagem já com sérios problemas no estado civil. Os que estavam no primeiro casamento receberam o conselho de não buscarem a separação (ótimo isso). Os que estavam separados dos cônjuges receberam, entretanto, o conselho de contraírem novas núpcias (dessa feita com uma pessoa igualmente evangélica), enquanto que, os que já estavam em um segundo relacionamento, ainda que em estado de amásia, foram incentivados a legalizarem aquela união impossível de ser aceita por DEUS. As lideranças, ao passar do tempo, não tiveram peito, coragem, ousadia de ensinar a verdade a esses novos participantes da igreja do SENHOR JESUS. Foram extremamente irresponsáveis porque quiseram implementar um modelo de igreja mais branda, mais solta, mais flexível, mais ligada aos interesses humanos. Nesse ponto, não quiseram seguir à risca a máxima do catolicismo romano de que o casamento é indissolúvel. Esse também foi o grande mal de Martinho Lutero. Todas as constituições brasileiras, desde a primeira em 1824 à penúltima em 1969, defenderam a indissolubilidade do casamento, com exceção, ironicamente, da última, a Carta Magna de 1988, a da abertura democrática, a que maior mal causou ao seio familiar. Os homens mudam de ideia, mas DEUS, não.

        “Casamento é um só; apenas o primeiro é válido para DEUS”. Que mal e estranheza há nessa afirmação? “DEUS não aprova nem considera o divórcio, muito menos o casamento de divorciados”. Que mistério e absurdo há nessa declaração? Certamente a 100 anos atrás, elas seriam muito comuns, normais de serem ditas e pensadas. Porém, nos dias atuais, com a corrupção geral na sociedade e nos ensinamentos dentro dos templos, elas soam como loucura, como algo impossível de conceber e de crer. Não é à toa que o DEUS, que liberta adúlteros e restaura casamento, ainda é muito desconhecido nos púlpitos cristãos. Não é comum você ver nos cultos de oração alguém pedindo pela restauração da família, do casamento. Não é comum encontrarmos pessoas, jovens e maduras, sozinhas, buscando a restauração de suas famílias, orando pela libertação dos cônjuges, pagando o preço de amor pela vida do marido ou da esposa. De fato, hei de concordar, que essas coisas soam como muito estranhas nos dias de hoje...

        Somos os loucos para uma geração perdida. Mas seríamos muito normais há 100 anos. Somos alienados, doentes, legalistas, até servimos a um DEUS diferente e fomos resgatados por um CRISTO diferente, para muitos que estão conosco cultuando a DEUS nos templos religiosos. Quando viajo o Brasil para pregar sobre esse assunto, não ouço nenhuma “aleluia”, nenhuma “glória a DEUS”, nenhum brado de satisfação. O que vejo são olhos arregalados, estupefatos, decepcionados, espantados, frios, com a sensação de malogro na alma. Alguns pastores, mais humildes, chegam até mim, cochicham ao meu ouvido e dizem “eu não sabia que a verdade era assim...”. Outros, coração duro como o coração dos fariseus, olham para mim irados, revoltados, como se eu tivesse ensinado alguma heresia, algo novo, criado por mim. E não têm argumento algum na Bíblia, ao menos, para rebater, para abrir um processo de debate e discussão sobre o assunto. Certa vez, um pastor, de idade avançada, em São Paulo, trancou-me na sala pastoral e sentiu um desejo incontrolável de me agredir fisicamente. Sem argumentos, terminou sendo vencido pela Palavra de DEUS. Dias depois, soube que a mãe daquele pastor morreu no segundo casamento, que ele era, assim, filho de adultério, e que a irmã dele também estava no segundo casamento. Sempre é assim: quando o homem tem telhado de vidro, ele fica orando para que ninguém atire pedra para que a realidade dele não seja trazida à luz. Raros são os pastores que têm a coragem de admitir, diante de suas ovelhas, que aquele ensinamento é plenamente verdadeiro e que está conforme a vontade de DEUS, como ocorreu com os pastores da Assembleia de DEUS Aba Pai, em Sobradinho, Distrito Federal. Louvo a DEUS pela vida deles.

        Sei que é muito preocupante olharmos para a realidade da maioria das pessoas que frequentam templos evangélicos hoje em dia e a compararmos com o que DEUS diz sobre casamento. O número de pastores, lideranças e irmãos em um casamento ilícito (casamento de divorciado) é absurdo e assustador. Minha mãe, que ainda não é cristã, ao se deparar com os ensinamentos de CRISTO, em toda a Bíblia Sagrada, espantou-se e afirmou: “filho, sendo assim o mundo inteiro então está perdido. O inferno vai se encher de almas nessa situação”. Esse espanto dela se dá também pelo fato de ela desconhecer o que escreveu João: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no maligno” (1 João 5:19) (grifo meu). Para as pessoas do mundo, separar-se, casar-se outra vez, contrair filhos nessa nova relação, tudo isso é normal. Como é normal mentir, beber, fumar, adorar ídolos, enfim. Tudo o que o mundo fizer será absolutamente normal, porque quem vive no mundo não está mesmo para agradar a DEUS. Mas quem é de DEUS faz exatamente o contrário daquilo que o mundo faz, anda na contramão.

        Portanto, vejamos alguns conhecimentos básicos que todo cristão precisa saber sobre casamento cristão e que o mundo desconhece:

1.    O casamento foi criado por DEUS. ELE instituiu o casamento para que homem e mulher se completassem, não vivessem sozinhos, procriassem; para também eles não viverem na prostituição. DEUS não criou o casamento para determinada religião A ou B. Casamento não pertence à placa denominacional. A sua existência não se dá porque o código civil de determinado país estabelece. Casamento está acima das leis, dos templos, dos homens. Um homem escolhe uma mulher para ser sua companheira; fazem entre si um pacto mútuo, um compromisso, testemunhado por DEUS, por pessoas e por uma autoridade. Mas essas coisas apenas não consolidam o casamento. É preciso algo maior e mais precioso: a relação sexual. Esse é o casamento testemunhado por DEUS. Não importa onde ele aconteça: se na choça africana, se em um palácio de Paris ou em uma favela do Rio de Janeiro. Não importa se dentro do templo, em um cartório ou à beira-mar. Essas coisas são irrelevantes para o casamento.

2.    Se DEUS não criou o casamento para religião A ou B, então, quando uma pessoa deixa o mundo e passa a ser cristã, o casamento inicial dela continua a ser válido para DEUS. JESUS não altera o estado civil de ninguém. Porém, se nos tempos da ignorância, a pessoa repudiou o seu cônjuge, casou-se com outro, está em adultério, e agora quer ser cristã, precisa, antes de qualquer coisa, arrepender-se do erro, abandoná-lo e buscar em CRISTO o casamento lícito, independentemente da circunstância em que ambos se encontrem. Esse é o parâmetro de DEUS para a salvação da alma: arrepender-se do erro e abandoná-lo. Apenas arrepender-se e continuar na prática errada não significa salvação.

3.    Nada destrói um casamento: nem adultério, nem violência física, nem mentiras, nem divórcio, nada. Só a morte. Claro que, se uma pessoa sofre agressão física do seu cônjuge, ela pode se separar dele, mas sabendo que continuará casada com o agressor, não podendo se relacionar sexualmente com mais ninguém, enquanto esse cônjuge violento estiver vivo. “E DEUS quer que eu viva sozinho (a) para o resto da vida?”, você pode agora estar se perguntando. De jeito nenhum, é a minha resposta. DEUS quer você de joelhos no chão, crendo que ELE, o SENHOR, liberta os demônios do agressor, dá nova vida e novo caráter a ele. DEUS te dará teu marido ou tua esposa totalmente liberta. DEUS não vai te deixar o resto da vida sozinho (a). Se ELE não quiser mais o seu casamento, cuidará de tirar ou a sua vida ou a vida do seu cônjuge. Isso é lógico, é mais que óbvio, é o que está de acordo com a Palavra.

4.    Se você afirma que não quer mais, de jeito nenhum, viver com o seu cônjuge, é porque você ainda olha para o passado e vê as coisas tristes que ele te causou. Saiba que a mágoa retida em seu coração impede você de perdoá-lo e de viver debaixo da vontade de DEUS. Você não perdoou ainda porque seu coração está muito ferido, magoado. Nem o tempo conseguiu apagar essa mágoa. Sabe por quê? Porque tempo não perdoa pecado nem sara as mágoas de ninguém. Só JESUS faz isso. Ore a DEUS para libertar o seu coração. A oração de uma pessoa com o coração desse jeito, magoado, ferido, impiedoso, não é recebida por DEUS. Muito menos uma pessoa assim consegue receber o perdão e as misericórdias do PAI. O perdão de uma pessoa para outra é verificado através de uma atitude. Perdoar é um mandamento, uma decisão. Perdoar é ter a capacidade de abraçar outra vez, de caminhar outra vez, de apagar os erros do passado. O perdão de DEUS, para nós, é uma condição. DEUS só nos perdoará se perdoarmos o próximo. Todas essas coisas têm a ver com a salvação da alma.

5.    Imaginar que o amor acabou é uma tremenda infantilidade espiritual. O amor, mesmo entre cônjuges, é impossível de acabar. Não conhece a razão disso? O amor não é um mero sentimento, como o mundo concebe. O amor, assim como o perdão, é uma atitude, um mandamento de DEUS. ELE ordena que amemos uns aos outros como ELE nos ama. Amamos o próximo quando o outro não merece ser amado. Aliás, nós também não merecíamos o amor de DEUS. Mas DEUS nos amou primeiro, quando éramos pecadores, vivíamos errantes pelo mundo. Amar é pagar o preço em oração e atitudes pela vida do outro. Amar é ser agredido em uma das faces e depois oferecer a outra em silêncio. Amar é entender que todos nós somos fracos, falhos, estamos sujeitos a muitas falhas, e por isso, não devemos repudiar ninguém. No auge das crises conjugais, das dores, do sofrimento, do não mais suportar o outro, pode-se, até mesmo, passar um tempo separados, em oração. Esse é o tempo do ajuste, da recuperação, do perdão, que deságuam na reconciliação. É o tempo em que DEUS fará novas todas as coisas em sua vida e na vida do seu cônjuge. É por isso que as lideranças devem amar uma pessoa separada assim como a que está em convivência com o cônjuge. Uma pessoa que foi repudiada precisa ser amada, cuidada, bem orientada. Deve ser levada a esperança de CRISTO ao coração dela, o poder e o milagre de DEUS na área de restauração familiar.

6.    “A Palavra diz que apenas o que DEUS uniu não se pode separar. Mas não creio que minha união com o meu cônjuge tenha sido feita por DEUS”. Essa é outra lenda que se escuta muito por aí. DEUS une e testemunha todo casamento entre pessoas solteiras ou viúvas. Não importa se a pessoa é cristã ou não. O que DEUS aconselha é que as pessoas cristãs solteiras não se casem com pessoas do mundo, porque isso causa um jugo desigual e trará consequências tristes à pessoa cristã. Mas DEUS não deixa de testemunhar esse casamento. Naturalmente, um casamento realizado em jugo desigual tende a acarretar prejuízos espirituais enormes e separação. Está solteiro (a) e deseja se casar? Não se case apenas por emoção. Veja se a pessoa é temente a DEUS e, ainda que seja, espere pelo tempo certo, para decidir pelo casamento. Porque, depois que tiver casado (a), não adianta “chorar o leite derramado”. Casamento é bênção quando ambos dedicam a casa e a família a DEUS.

7.    Ser cristão casado não tem nada a ver, em princípio, com a felicidade pessoal. DEUS não nos chamou para sermos felizes, mas para obedecê-LO, sermos santos. O conceito de felicidade humana depende do que cremos e projetamos para as nossas vidas, e isso é muito perigoso. As pessoas do mundo buscam ser felizes, independentemente do que façam. As pessoas de DEUS rejeitam essa busca e procuram agradar ao PAI através da renúncia. Ser cristão é sofrer por obediência à Palavra; é não abrir mão da vida que DEUS tem e quer para nós. Portanto, essa ideia de “eu era infeliz com o meu cônjuge e agora vou buscar a minha felicidade ao lado de outra pessoa” não vem de DEUS, mas do maligno. Paulo, com toda sabedoria e conforto que tinha, à época que ainda se chamava Saulo, sentia-se muito feliz. Depois que foi resgatado por DEUS e se tornou o apóstolo Paulo sofreu muito, padeceu na carne e na alma, por amor aos seus irmãos nas igrejas e, principalmente, por obedecer a Palavra de DEUS. Paulo decidiu por não se casar, porque foi revelado a ele também toda a seriedade sobre o casamento. Talvez, ele não se sentira preparado para ser fiel a uma mulher, a ser bem cumpridor da Palavra como marido, chefe de um lar. Talvez, ele não suportasse as primeiras crises de um casamento. Por isso, talvez, tenha decidido se fazer eunuco pelo reino de DEUS. Paulo é um grande exemplo a ser seguido, um perfeito modelo de cristão para os nossos dias.

        E apenas duas últimas advertências de DEUS para a sua vida. A primeira: tudo o que foi escrito aqui só será digerido por uma alma sedenta de DEUS, aquela a quem o SENHOR tem um plano especial de salvação. As outras pessoas certamente me chamarão de legalista, ortodoxo, radical ou coisa parecida. Mas esse estudo não foi escrito preferencialmente para elas. Podem espernear, choramingar, mas a Palavra Inerrante de DEUS nunca vai mudar. Segunda advertência: não adianta querer ser de DEUS sem obedecê-LO, sem abrir mão do que desagrada a ELE. Antes e depois de ouvir algum conselho do seu líder sobre determinado problema que esteja enfrentando, leia a Palavra de DEUS, ore bastante e peça o devido discernimento ao PAI. Não ouça apenas o homem, Pastor Fernando ou quem quer que seja, falando com você; mas ouça DEUS falando para você através da minha vida ou através da vida de outro pastor. Procure fazer a diferença na comunidade em que você mora, entre seus familiares e amigos e na igreja onde você congrega. O seu testemunho alcançará e mudará a fé de muitos. Ainda que, no início, eles queiram te apedrejar sem pedras ou a te crucificar sem cruz, ainda que as águas do mar sequem e da árvore não nasçam mais frutos, ainda assim, decida-se por DEUS, por obedecê-LO. Não negue aquilo que o SENHOR escreveu em seu coração através do Espírito Santo. Porque é infinitamente melhor “agradar a Deus do que aos homens” (Atos 5:29). DEUS nos abençoe!   

Fernando César

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