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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Conflitos no Casamento.



Existem certos padrões de conflito comuns em quase todo relacionamento, porém que podem levar a um desgaste desnecessário.

Escutar literalmente o outro sem enxergar as entrelinha, levando ao pé da letra o que não devia ser levado, sem escutar o essencial que está por detrás, trazendo mágoas mútuas profundas. O casal precisa aprender a diferenciar entre o que é uma palavra dita num momento de ira e o que de fato se passa entre os dois. Trazer à tona o que foi dito numa ocasião de conflito pode desgastar o relacionamento.

Dificuldade de fazer as pazes

Um padrão de conflito em que há uma dificuldade enorme de voltar a fazer as pazes, em que o processo de retomada é quase patético: ex. Brigam, um vira de costas para o outro à noite. Um acorda como se nada tivesse acontecido, e o outro fica de biquinho por vários dias. Aos poucos sem a coisa ter sido dissolvida, ela vai de novo ser absorvida pelo dia a dia até o próximo conflito. Isso não é um bom sinal. Não é um bom padrão de resolver conflitos. A Bíblia Sagrada aconselha a não deixar o sol se pôr sobre sua ira, não dar lugar ao Diabo. Dormir sem faze as pazes e passar vários dias sem dialogar e resolver o conflito pode criar raízes de amargura e distanciar o casal a cada dia.

Padrões repetitivos da família de origem

Um bom casamento precisa pulsar com a vida, usar todos os recursos para poder lidar com o outro. Não siga um padrão pré-estabelecido rigidamente. Cuidado para não repetir o padrão dos pais quando se relacionavam. O que mais se observa e pensa-se em nunca fazer, pode ficar interiorizado e ser repetido no seu próprio relacionamento. Libertar-se do padrão dos pais começa com a conscientização de que está fazendo igual, e lutar para não permanecer no padrão.

Campanha militar para vencer a competição – guerra

O casal freqüentemente quando entra em conflito arma uma campanha militar para vencer um argumento. Age como se estivesse numa guerra de quem vai ganhar o argumento. Deve-se focalizar a crítica e tratar do assunto em pauta. Deixe para outra oportunidade os outros assuntos que lhe incomodam, para que não se desenvolva uma alergia mútua. Quando um dos dois trouxer um assunto à tona, trate desse assunto. O que você tinha para tratar com o outro, deixe para depois.

  
Atribuição generalizadora

Numa discussão, evite frases generalizadoras tais como: Sempre, nunca, jamais. Ex: “sempre que eu falo com nossa filha, você interfere e quer ter razão”. “Você não pode me ver feliz”. Em 99,9% dos casos a atribuição está errada. Porque você atribui a seu parceiro uma intenção. Distorções cognitivas. Outro padrão de conflito tenebroso. Uma receita para o desastre. Tente ser mais realista em suas colocações.
  

Falta de senso de oportunidade em quando dizer ou não uma coisa

Os casais muitas vezes dão uma resposta típica ao terapeuta de casais: “se eu não posso dizer o que penso ou o que sou aqui dentro de casa”. Se lá fora você é diplomático com os outros, em casa deve ser mais cuidadoso ainda. Você não pode ficar à vontade de dizer tudo que pensa ao seu parceiro porque palavras ditas por quem amamos ferem muito mais.

  
 Ferir propositalmente

Os casais têm um talento inacreditável para farejar no painel do parceiro onde estão os botões vermelhos para cutucar. Uma espécie de arquitetura mágica entre as neuroses. A vantagem dessas dores que ocorrem por essas escolhas mútuas é que você escolhe pessoas que fazem aflorar os sintomas de suas deficiências. Uma grande oportunidade de tratamento e cura.

RESUMO: Um casamento duradouro exige esforço, renúncia e altruísmo de ambas as partes. O esforço de criar espaços de convivências interessantes e favoráveis e para que tanto um quanto o outro cresçam para serem melhores pessoas.

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