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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Os Deveres dos Conjuges

Resultado de imagem para deveres do conjuge desenhoO casamento traz consigo direitos e deveres. Tanto o marido como a mulher devem algo a seu cônjuge. O ensino das Escrituras é muito claro acerca disto:

“O marido pague a sua mulher o que lhe deve, e da mesma maneira a mulher ao marido”. (1 Coríntios 7.3)

Embora o texto acima fale de algo pertencente à vida sexual, é inegável que este conceito envolve um princípio existente no casamento como um todo. Os que se casaram tem deveres dos quais foram incumbidos por Deus na relação matrimonial. Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, este texto é apresentado assim: “O homem deve cumprir o seu dever como marido, e a mulher também deve cumprir o seu dever como esposa” (1 Coríntios 7.3 – NTLH).

UMA DÍVIDA A SER PAGA

A palavra usada pelo apóstolo, no original grego, que foi traduzida como “o que lhe deve” (ou, em outras versões, “o que lhe é devido”), de acordo com o Léxico da Concordância de Strong, é “opheilo” e significa “dever; dever dinheiro; estar em débito com; aquilo que é devido; dívida”. Portanto, temos uma dívida a ser paga no casamento. Porém, convido-o a colocar o foco na sua própria dívida, e não na de seu cônjuge, uma vez que, em matéria de relacionamento, temos a inclinação natural de sermos melhores credores do que pagadores. Quase sempre que falo a casais sobre os deveres dos cônjuges percebo que eles sempre dão mais atenção ao que vão cobrar do outro do que à aquilo que eles deveriam fazer… E o que vemos nestes cônjuges é algo muito parecido com a parábola que Jesus contou acerca do credor incompassivo: na hora de cobrar a dívida de outros nunca usam da mesma compreensão e misericórdia que querem que outros tenham com eles.

Como Jesus ensinou, temos a capacidade de ver o cisco no olho do irmão e não reparar na trave que está em nosso próprio olho (Lc 6.41); vemos os “pequenos” defeitos dos outros e não queremos enxergar os nossos próprios grandes defeitos. O fato é que deveríamos focar primeiro em nossa parte dos deveres, até por que assim seria bem mais fácil não somente cobrar, mas estimular o parceiro a também fazer sua parte. Quem dera todo marido e esposa pensasse mais no que ele deve ao seu cônjuge do que naquilo que lhe é devido!

Nosso foco principal na relação conjugal jamais deveria ser os nossos direitos (que de fato possuímos – e pelos quais tanto reclamamos) e sim os nossos deveres! Precisamos viver em função de nossos cônjuges, não em função de nós mesmos. O problema de muitos é que eles entram no matrimônio atrás de um nível de realização que desejam mais para si mesmos do que para o seu companheiro de aliança.

A MENTALIDADE PARASITA

Talvez não haja nada tão destrutivo para um relacionamento como o que chamo de “mentalidade parasita”. No livro de Provérbios lemos acerca disto:

“A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam, sim, quatro que não dizem: basta Elas são a sepultura, a madre estéril, a terra, que não se farta de água, e o fogo, que nunca diz: basta!”. (Provérbios 30.15,16)

A sanguessuga é um verme parasita. Ela estabelece uma associação onde não oferece nada ao hospedeiro e tira dele tudo o que puder. Mas este texto do livro de Provérbios fala da sanguessuga e suas filhas não apenas como quem só quer receber e não nada tem a oferecer; além desta atitude – que já é tão nociva – o texto bíblico acrescenta que, não importa o quanto receba, a pessoa que tem a mentalidade parasita nunca está satisfeita e sempre quer mais!

A definição de parasitas encontrada na Wikipédia é a seguinte: “Parasitas são organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo. Todas as doenças infecciosas e as infestações dos animais e das plantas são causadas por seres considerados, em última análise, parasitas. O efeito de um parasita no hospedeiro pode ser mínimo, sem lhe afetar as funções vitais, como é o caso dos piolhos, até poder causar a sua morte, como é o caso de muitos vírus e bactérias patogênicas”.

É como diz o antigo ditado (muito bem explorado por Craig Hill em seu livro de mesmo título): os que se casam com a mentalidade parasita são “duas pulgas e nenhum cachorro”. A maioria, ao casar-se, age como uma pulga que encontrou um cachorro, com o desejo de sugar do outro tudo que o satisfaça. Porém, normalmente o outro cônjuge também é uma pulga esperando a vida toda por seu cachorro e não demora muito tempo para que descubram a relação na qual entraram: duas pulgas e nenhum cachorro! Se queremos um casamento abençoado devemos abandonar esta atitude parasita e procurar entender a visão bíblica de servir ao cônjuge. Mais do que compreender os direitos, necessitamos entender os deveres da aliança!

Devemos focar os direitos do outro (que são os nossos deveres) e não os nossos direitos (que são os deveres do outro). É assim que Deus vê o casamento. Ninguém deveria casar para SER feliz; este é um mito acerca do casamento que tem sido propagado, erroneamente, há muito tempo – mesmo nas igrejas (que deveriam estar ensinando a visão correta do matrimônio). O princípio bíblico fala de casar para FAZER seu cônjuge feliz. Veja o que a Palavra de Deus diz acerca do objetivo do homem recém-casado (e de como mesmo as coisas mais importantes tornavam-se secundárias diante deste propósito):

“Homem recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá qualquer encargo; por um ano ficará livre em casa e promoverá felicidade à mulher que tomou.” (Deuteronômio 24.5)

Gosto desta frase: “promoverá felicidade à mulher que tomou”. É o que todo marido deve promover para sua esposa! É claro que isso não significa que somente a mulher deva ser feita feliz nesta relação. Em Gênesis 2.18 lemos que Deus criou a mulher por causa do homem. O Senhor viu que o homem estava só; percebeu o quanto ele precisava não só de companhia, mas de uma ajudadora. Então. por causa de Adão, fez a Eva! Logo, na revelação bíblica o homem vive em função da mulher e vice-versa! Foi isso que Paulo ensinou aos irmãos de Corinto:

“Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor; mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa, e assim está dividido. Também a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito; a que se casou, porém, se preocupa com as coisas do mundo, de como agradar ao marido”. (1 Coríntios 7.32b-34)

Se cada um dos cônjuges procurar a felicidade do outro, então ambos serão realizados. Porém, se cada um buscar apenas a sua própria felicidade e realização, o seu relacionamento desmoronará e só restará decepção e tristeza. Esta é a razão de ensinarmos sempre que, ao entrar na aliança matrimonial, cada um deve estar ciente da necessidade de morrer para si mesmo e procurar agradar ao seu cônjuge. É uma instrução bíblica muito clara:

“Ninguém busque o proveito próprio, antes cada um o de outrem.” (1 Coríntios 10.24)

O apóstolo Paulo ensinava constantemente estas verdades, e não somente por preceitos mas, principalmente, por meio do seu próprio exemplo (que, por sua vez, era uma extensão do exemplo dado pelo Senhor Jesus):

“Não vos torneis causa de tropeço nem a judeus, nem a gregos, nem a igreja de Deus; assim como também eu em tudo procuro agradar a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que sejam salvos. Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.” (1 Coríntios 10.32,33 e 11.1)

A Palavra de Deus nos ensina que, no processo de transformação, devemos passar por uma renovação de mente (Rm 12.2), o que inclui o abandono da mentalidade parasita. Precisamos aprender a viver em função de nosso cônjuge se queremos viver o melhor de Deus em nosso matrimônio. A Bíblia gira em torno de relacionamentos. No Antigo Testamento, o que encontramos nos Dez Mandamentos é ordem para os relacionamentos: os quatro primeiros falam de nossa relação com Deus e os demais falam de nossa relação com as pessoas… No Novo Testamento o Senhor Jesus ordenou um novo mandamento: o AMOR.

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que são meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13.34,35)

É lógico que a ordem de amar em si mesma não era novidade, pois o maior de todos os mandamentos já determinava que deveríamos amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a nós mesmos. Mas a expressão de amor do Antigo Testamento era um tanto quanto egoísta: amar ao próximo como a nós mesmos. Já o ensino neo-testamentário orienta-nos a amar aos outros como Cristo nos amou: de forma sacrificial, ou seja, em detrimento de si mesmo!

FOCANDO NO INTERESSE DOS OUTROS

A Palavra de Deus nos ensina – como já vimos nas afirmações anteriores do apóstolo Paulo – a buscar os interesses dos outros, não os nossos próprios:

“Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros”. (Filipenses 2.4)

A palavra traduzida do original grego para “ter em vista” é “skopeo” e significa: 1) olhar, observar, contemplar; 2) marcar; 3) fixar os olhos em alguém, dirigir a atenção para alguém. Fala do nosso foco, de onde colocamos a nossa atenção. A Nova Tradução da Linguagem de Hoje traduziu esSe texto assim: “Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros” (NTLH).

Foi depois de falar que devemos focar os interesses dos outros que Paulo destacou o exemplo dado por Jesus (lembre-se que devemos amar aos outros como Cristo também nos amou):

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Filipenses 2.5-8)

Precisamos aprender a servir nosso cônjuge! É uma clara ordenança bíblica e, como toda ordem divina, é para o nosso próprio bem. Gary Chapman, um extraordinário estudioso e observador do comportamento conjugal, afirmou (via twitter): “Se me pedissem para dar uma chave que abre um casamento feliz esta seria a atitude de serviço mútuo. Praticar o serviço.”

A mentalidade correta de cada cônjuge deveria ser a de servir, e não a de ser servido. Infelizmente a forma errada de pensar tem afetado todos os níveis de relacionamento. Jesus ensinou aos seus discípulos a importância de ser servo em vez de, como dita o comportamento egoísta, querer colocar-se no centro:

“Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Marcos 10.42-45)

O padrão divino para os relacionamentos está claramente revelado na Bíblia: eu não exijo (dos outros) aquilo que desejo (para mim mesmo). Eu primeiramente ofereço (aos outros) aquilo que desejo e, então, como consequência, eu mesmo recebo de volta o que dei! Foi o que o Senhor Jesus ensinou-nos a fazer:

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.” (Mateus 7.12)

O egoísmo, que tenta centralizar o relação somente em torno dos nossos próprios interesses, tem sido um fator de grande dano não apenas para o casamento como também para toda e qualquer forma de relacionamento. E meus deveres, de acordo com Jesus – e até para o perverso (Mt 5.39-41), incluem: dar a outra face; entregar a capa junto com a túnica e andar a segunda milha.

Compreendendo tudo isto, devemos viver os relacionamentos não apenas removendo a mentalidade parasita (de só querer receber), mas indo muito além e adotando a mentalidade divina (de que dar é mais importante). Como declarou Paulo aos presbíteros de Éfeso:

“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus Mais bem-aventurado é dar que receber.” (Atos 20.35)

E o lucro de cultivar este tipo de atitude não é só fazer ao cônjuge feliz (o que já deveria ser suficiente para nos motivar a isto), como também envolve a lei espiritual de semeadura e ceifa – uma vez que tudo que faço aos outros volta para mim:

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.” (Mateus 7.1,2)

Se este princípio, de buscar – altruisticamente – o interesse dos outros, e não – egoisticamente – o nosso próprio, já deveria estar presente em qualquer relacionamento de um cristão, o que não dizer do seu relacionamento mais importante – que é o conjugal? Isto me faz recordar uma frase de Walter J. Chantry que li certa vez: “Como terminariam logo as sessões de aconselhamento matrimonial se maridos e esposas competissem seriamente em negar-se a si mesmos!”

Por que tantos casamentos se desfazem hoje? Porque quem só quer receber, vivendo da mentalidade parasita, na hora difícil (quando o cônjuge talvez nada tenha a oferecer) acaba “abandonando o barco”. Por outro lado, quem procura a felicidade de seu marido ou esposa, alcança sua própria felicidade! O apóstolo Paulo declarou aos efésios que “quem ama a esposa a si mesmo se ama”. Logo, é justo declarar que quem alegra seu cônjuge, a si mesmo se alegra:

“Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja.” (Efésios 5.28,29)

Quando falamos de amor, alguns tem apenas aquela ideia vaga de um sentimento romântico, mas o amor é mais do que isto! O amor não depende do “clima” que há entre o casal. A mentalidade de amor é o oposto da mentalidade parasita: dá mesmo quando não recebe, pois “não procura seus interesses”. O que Deus ensina sobre o amor é muito mais intenso e profundo do que normalmente dimensionamos. Vamos refletir um pouco sobre a definição bíblica do amor:

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.” (1 Coríntios 13.4-8 – NVI)

A maioria dos casais (mesmo os cristãos) não entendem o nível de amor em que deveriam caminhar. Já ouvi muitos dizerem – justificando o motivo da separação que estavam buscando – que “o amor acabou”. Mas se acabou é porque não era amor. As Escrituras declaram que “o amor nunca perece”, ou seja, nunca acaba! Talvez os sentimentos se deterioraram, talvez a paixão tenha acabado, mas se um casal andar no amor do Senhor, este amor nunca irá acabar!

Na Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo também ensinou que, os que alcançaram a maturidade espiritual, não devem viver apenas em função de si mesmos:

“Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação”. (Romanos 15.1,2)

O casamento envolve suportar fraquezas um do outro. Não se trata apenas do que cada um vai usufruir de bom, mas das boas coisas que vai oferecer ao seu cônjuge!

Portanto, antes de detalhar os papéis, as responsabilidades do marido e da esposa no matrimônio, entendemos ser importantíssimo estabelecer o maior dever de cada cônjuge: viver para amar, agradar, servir e promover a felicidade do outro. Precisamos olhar para os deveres do matrimônio sob este prisma. Procure focar a sua parte e ore (e até peça gentilmente) para que seu cônjuge faça o mesmo.


| Autor: Luciano Subirá 

A Infidelidade Conjugal

Resultado de imagem para infidelidade  desenhoInfidelidade Conjugal é um sério problema, e que compromete o futuro do casamento. Por isso, a igreja precisa aprender a lidar biblicamente com essa realidade. Na aula de hoje trataremos a respeito do conceito bíblico de infidelidade, bem como da sua abordagem, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Ao final, apresentaremos encaminhamentos práticos a fim de evitar a infidelidade no casamento.

1. A INFIDELIDADE CONJUGAL: DEFINIÇÃO BÍBLICO-TEOLÓGICA

Infidelidade Conjugal, no contexto bíblico, diz respeito ao ato sexual de uma pessoa casada com outra que não é o seu cônjuge. O termo mais específico para a Infidelidade Conjugal é adultério, tendo em vista que o ato sexual antes do casamento é reconhecido como fornicação. A palavra hebraica no Antigo Testamento para adultério é naaph, que aparecem em dois contextos distintos. No primeiro diz respeito à violação do relacionamento conjugal em que o esposo ou a esposa tem um envolvimento sexual com uma terceira parte. Essa palavra ocorre mais de trinta vezes, principalmente na literatura profética, para se referir ao adultério moral de Israel, seu distanciamento de Deus (Jr. 2.33; 7.9; 23.14; 29.23; Os. 4.2; Ml. 3.5). No Novo Testamento, a palavra grega para adultério é moichos, substantivo associado àqueles que se tornaram culpados em virtude da Infidelidade Conjugal (Lc. 18.11; I Co. 6.9; Hb. 13.4). Esse termo também é usado metaforicamente, para fazer referência às pessoas que traíram a Cristo, e se envolveram com o mundo (Tg. 4.4). Atrelado a essa palavra encontramos também o termo grego moicheia, que é o pecado físico do adultério (Mt. 15.19; Mc. 7.21; Jo. 8.3; Gl. 5.19). Na língua portuguesa, a palavra adultério vem do grego adulterium, que significa dormir em cama alheia. Mas é preciso ter cuidado para não confundir adultério – moicheia em grego, com imoralidade sexual – porneia em grego, tem a ver com fornicação, ou qualquer tipo de imoralidade sexual (Mt. 5.32).

2. A INFIDELIDADE CONJUGAL NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO

O adultério era terminantemente proibido no Antigo Testamento (Dt. 5.18), mais especificamente no Decálogo (Ex. 5.18). O pecado da Infidelidade Conjugal, ou mais precisamente, do adultério, era tão grave que a punição deveria ser com a morte (Lv. 20.10; Dt. 22.22). A recomendação rabínica era que a morte deveria acontecer por estrangulamento. Nos tempos de Jesus, a punição se dava por apedrejamento, e que os culpados deveriam ser pegos no ato do pecado (Jo. 8.5). O adultério era tido como um crime horrendo no Antigo Pacto (Jó. 31.11), por isso os profetas advertiram o povo de Israel quanto ao envolvimento nesse tipo de pecado (Pv. 2.17). O profeta Natan repreendeu o rei Davi por causa do seu pecado de adultério, seguido de homicídio (II Sm. 12.7), o qual orou a Deus, suplicando perdão (Sl. 51). Os livros sapienciais, com maior propriedade o de Provérbios, trazem instruções a fim de que o homem não se envolva em pecado de adultério (Pv. 6.29-32). A gravidade do adultério é percebida também na bíblia porque esse pecado justifica o divórcio (Dt. 24.1; Mt. 19.9). Isso porque o adultério compromete os laços conjugais (I Co. 6.15-17; Hb. 13.4) concretizados no enlace matrimonial (Gn. 2.24). Para Jesus, o ato do adultério vai além do contato dos corpos, o olhar desejoso de um homem para um mulher, cometeu pecado em seu coração (Mt. 5.28). A prática constante do adultério pode resultar em apostasia, provocando esfriamento espiritual, e distanciando a pessoa de Cristo (I Co. 6.9,10). O caso de adultério – ou Infidelidade Conjugal – de Davi, anteriormente mencionado, revela algumas lições: 1) ninguém está imune à tentação, qualquer pessoa pode cair em adultério, até mesmo um guerreiro como Davi (I Sm. 18.7-8; I Co. 10.12); 2) o melhor é permanecer no local planejado por Deus, não se distanciar dos Seus desígnios (I Sm. 11.1); 3) não se deve alimentar pensamentos pecaminosos, que incitem à concretização do adultério (II Sm. 11.2-5; I Co. 6.18); 4) não adianta acobertar o pecado da infidelidade, é preciso buscar arrependimento, e voltar-se para Deus (II Sm. 11.6-13); e 5) Nem tudo está perdido, Deus perdoa o pecado de adultério, e tem poder para restaurar o espírito quebrantado (I Co. 6.11; II Co. 5.17).

3. RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS PARA EVITAR A INFIDELIDADE CONJUGAL

Os cristãos estão sujeitos à Infidelidade Conjugal, por isso, devem fazer todo o possível para não caírem nesse pecado. As pessoas são diferentes, algumas delas são mais propensas à Infidelidade Conjugal, essas devem ter cuidado redobrado, estarem atentos aos seus limites (I Co. 10.12). O esposo deve permanecer ciente do seu compromisso com sua esposa, e deve tratá-la com amor, como Cristo se sacrificou pela Sua igreja (Ef. 5.25). É preciso estar atento às fragilidades emocionais, muitos casos de Infidelidade Conjugal acontecem porque um dos cônjuges se encontra emocionalmente fragilizado. Por isso, quando precisar de aconselhamento, não conte sua situação para uma pessoa do sexo oposto, mesmo que seja um colega de trabalho, ou da igreja. Mais importante que isso, antes de se envolver em um ato de Infidelidade Conjugal, calcule as consequências, geralmente são desastrosas, principalmente para a vida espiritual (Ap. 22.15). O marido e a esposa têm responsabilidades conjugais no casamento, inclusive em relação ao sexo. O relacionamento sexual, dentro do casamento, deve ser uma prática constante (I Co. 7.5). A partir do livro de Provérbios, que apresenta recomendações práticas a fim de evitar o adultério, extraímos alguns conselhos, particularmente com base em Pv. 2.16,17: 1) Não se entregar às palavras lisonjeias, essa orientação serve tanto aos homens quanto às mulheres, pois a Infidelidade Conjugal começa com o uso de expressões elogiosas (Pv. 2.16), os lábios que conduzem ao adultério são perniciosos (Pv. 5.3; 6.24; 7.5, 21,23); 2) Não se esqueça de que você é alguém comprometido, tanto com Deus quanto com seu cônjuge (Pv. 2.17). Os cônjuges, mesmo geograficamente distantes, estão unidos através dos laços conjugais. O maridoou mulher não podem trocar as carícias de amor, por aqueles oferecidos nas ruas, ou outros ambientes pecaminosos (Pv. 7.10-12); 3) Os cônjuges não estão ligados apenas por um contrato, mas por uma aliança, cujo fundamento é a Palavra de Deus (Pv. 2.17). O elo que firma essa aliança é o amor (Fp. 1.9), que deve ser cultivado no casamento cristão, e não pode ser rompido pelo fogo destruidor do adultério.

CONCLUSÃO

Infidelidade Conjugal tem causado muitos estragos nos relacionamentos, até mesmo entre os cristãos. É preciso estar atento aos perigos do adultério, suas consequências são desastrosas para a vida do casal, inclusive para os filhos. marido e mulher devem investir na relação, inclusive sexualmente, evitando, assim, a fragilização que pode conduzir ao pecado. Acima de tudo deve prevalecer o amor-agape, que se sacrifica, e motiva à obediência (Jo. 14.21).

Autor: Prof. José Roberto A. Barbosa

Vida Espiritual do Casal

Resultado de imagem para vida espiritual do casal desenho"E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus , em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor do Senhor" Ef 55:18-21

Quando falamos de vida espiritual nos referimos a uma obra que é realizada pelo o Espírito Santo de Deus. (Jo 3:3). Conforme o profeta Ezequiel profetizou Deus estaria trocando o coração duro do homem por um coração de carne e poria neles seu Espírito (Ez 36:26). Assim, podemos entender que é o Espírito de Deus quem aplica a obra redentora no homem (arrependimento, fé, regeneração, santificação – cf. Jo 16:8; Rm 5; 8:26 ). Somente os que andam no Espírito vivem  a plena vida que Cristo tem a oferecer aos que o aceitam como Salvador.

A forma como o casal conduz sua vida espiritual determina assim seu grau de maturidade e comunhão com Deus. Percebemos que apesar de viverem debaixo do mesmo teto, muitos casais estão vivendo níveis diferentes na vida espiritual o que tras em muitos momentos dificuldades no relacionamento e nas atividades cotidianas. As prioridades passam a ser diferentes, o modo de encarar a vida também tem outro sentido. Além disso, nota-se que não há a preocupação do cônjuge Ter uma experiencia profunda com Deus.

Uma vida espiritual precisa ser marcada então pelo enchimento do Espírito, e é com base no que o apostolo Paulo nos falou é que vamos abordar então sobre a vida espiritual. Enchei-vos do Espírito, esta é a exortação. Vejamos o que Paulo quer nos ensinar com isto. Antes porém, é bom que considere-se quatro ressalvas:

- Ser Cristão verdadeiro não é uma garantia de que o casamento e a vida familiar darão automaticamente certo.
- Ser cristão comprometido com os padrões bíblicos pode trazer dificuldade ainda maiores ao casamento.
- Casamento e criação de filhos não são assuntos á parte de nossa fé.
- O conceito bíblico de casamento é único e diferente de todos os demais.

Assim podemos entender que não é somente ser crente que as situações se resolverão da noite para o dia. Na realidade passamos por um processo, onde o Espírito Santo vai trabalhando em nossas vidas nos preparando para a eternidade (II Co 3:18). Neste caminhar necessitamos várias vezes de nos enchermos do Espírito do Senhor.

I – COMO CASAL SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO?

Para o apóstolo Paulo existem três passos necessários para obedecermos ao imperativo: Louvando ao Senhor de Coração v.19;  Agradecendo por tudo ao Senhor v.20 e Sujeitando-nos uns aos outros no temor de Cristo v.21. Ser cheio do Espírito Santo não é apenas falar em línguas. O crente cheio do Espírito Santo demonstra na sua vida “marcas” que comprovam sua vida transformada. Assim sendo, ser cheio do Espírito Santo inclui:

a) Uma vida de louvor a Deus v.19 - Em Jo 4:23 temos a orientação sobre a verdadeira adoração. Adorar a Deus deve ser uma atitude baseada na verdade e conduzida pelo Espírito. Somente aqueles que tem o Espírito podem verdadeiramente adorar a Deus. Desta mesma forma,  o louvor a Deus deve ser uma atitude conduzida pelo Espírito. Não sou eu quem determino como devo louvar a Deus. É Deus que estabelece critérios sobre o louvor que Ele recebe.  Deus é digno de louvor – 1 Cr 16:25; O louvro  Deve estar continuamente em nossa vida Sl 34:1;  Devemos estar na presença de Deus com louvor Sl 100:4; Deus deve ser louvado pelo que é – Sl 147:1; Devemos sermos como crianças a fim de que nosso louvor seja autêntico e sincero diante de Deus – Mt 21:16. Não podemos esquecer que também devemos oferecer sacrifícios de louvor (Hb 13:15), ou seja fruto dos nossos lábios que confessam que Cristo é Senhor.

b) Uma vida de gratidão a Deus v.20 - Um coração marcado pelo Espírito de Deus é grato. Sabe reconhecer as dádivas que vem de Deus e também aquilo que as pessoas fazem por ele. No mundo, onde o egoísmo e o individualismo impera, a gratidão é cada vez mais rara. Devemos aprender a sermos agradecidos (Cl 3.15,16). Ser grato a Deus é saber agradecê-lo provisão (Mateus 6:11,30-34), pela proteção sobre sua vida (Sl 91:1; Ed 8:31) pela salvação (Rm 3:24,25).

c) Uma vida de submissão a Deus e ao próximo v.21 - Paulo escrevendo aos Filipenses diz: nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; (2.3). Este texto é bem claro em dizer que o crente deve aprender a se submeter ao próximo. Esta submissão não é escravidão. Ela representa o ato de servir, de não querer ser mais que o outro, de ver no próximo alguém semelhante.  É o Espírito de Deus que nos capacita a viver assim. Portanto, é preciso abrir “espaço” em seu coração para que cheio do Espirito de Deus você seja capacitado a respeitar e submeter ao próximo. Onde praticamos esta sujeição mútua?

- Na igreja v. 18–21;
- Na Família 5:22 a 6:4;
- No trabalho 6:5-9

Observe que aqui o apóstolo afirma que uma vida cheia do Espírito é marcada pelo louvor, a gratidão e pela sujeição mútua. Entendemos então que ser cheio do Espírito não é apenas falar em línguas , ou pregar bem ou orar fervorosamente. A atuação do Espírito de Deus na vida do casal pode se evidenciar nestes pontos apresentados por Paulo e são características que demonstram a importância de um caráter transformado por Deus.

Portanto, o ensino de Paulo sobre o casamento e a família (e também sobre nossos relacionamentos no trabalho) é a continuação explicativa do mandamento “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”, que por sua vez é uma explicação do mandamento principal enchei-vos do Espirito.

II – FAMÍLIA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO

Paulo em Ef 5:22 ss esta tratando com maridos, mulheres , pais e filhos quanto aos seus deveres mútuos, passando-lhes instruções que devem controlar esses relacionamentos. Toda exortação de Paulo quanto ao procedimento do casal esta baseada num imperativo: ser cheio do Espirito. Assim, no relacionamento familiar saudável deve o Espirito de Deus Ter primazia para que assim haja a plenitude da ação de Deus. Lares onde o Espirito de Deus não tem liberdade são marcados por tristezas, problemas no relacionamento, visto que suas vidas estão vivendo longe do verdadeiro conhecimento de Deus.

Tratando especificamento da questão da sujeição na família podemos verificar as seguintes questões:

- O amor do marido pela esposa, seguindo o modelo de Cristo é sacrificial;
- Santifica e cuida da esposa
- É sublime porque é figura do amor de Cristo pela igreja

Quem alcança estas atitudes demonstra Ter na sua vida o Espírito de Deus e cumpre o mandamento da sujeição. Em resposta a uma atitude madura e provedora do homem Paulo demonstra que a mulher tem como resposta o respeito e a submissão ao esposo. É importante ressaltar que num mundo onde os papeis (não as pessoas) de homem e mulher não são mais caracterizados, a bíblia tras uma forte enfase sobre como devem andar enquanto casal que possuem vida espiritual.

Esta atitude promovera o lar e trará oportunidades de crescimento tanto nas áreas do sentimento como também na fé.

III- IMPLICAÇÕES DE UMA VIDA ESPIRITUAL DO CASAL

Uma vida do casal onde ambos são cheios do Espirito e procuram viver nessa dimensão tras diversos beneficios:

a) Proporciona a ambos a oportunidade de amadurecerem juntos na fé.
b) Representa a formação de uma herança espiritual para sua família (filhos)
c) Fortalece o relacionamento
d) Cria ambiente para ministrarem um ao outro (oração, consolo, exortação, ensino, etc...).
e) É um discipulado permanente no lar (um aprendendo com o outro) a como seguir a Cristo
f) Renova as forças da casal nas diversas áreas de suas vidas.

Conclusão:
A palavra enchei-vos esta no tempo verbal que indica três coisas importantes.
- Esta no imperativo passivo – isto indica que a ação de encher não é nossa e sim do Espirito de Deus. Cabe-nos abrir nosso coração para que o Senhor nos encha. É uma atitude de disposição que Deus exige de nós.
- Esta no plural – ou seja, é para todos serem cheios
- É uma ordem (imperativo) isto indica que não é uma opção e sim uma ordem.

Cabe a você hoje abrir seu coração pois Deus quer te encher.

| Autor: Pr. Antônio Firmino da Silva Júnior | Divulgação:estudosgospel.Com.BR |







terça-feira, 28 de novembro de 2017

Sensualidade, o Tal Poder Feminino - Reflexão em Eclesiastes 7:26

Imagem relacionadaque cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra” 
I Tessalonissenses 4:4


“Sempre que uma pessoa usa meios antibíblicos para tentar alcançar seus objetivos, ela está pecando” 
Martha Peace


Muito se fala de um poder que é próprio da mulher – o poder da sensualidade. O poder de convencer as pessoas com um sorriso ou um olhar, poder de colocar os outros (especialmente os homens) na palma de suas mãos, o poder de conseguir o que quer através da sensualidade. As que dizem que o tem se gabam dele e esbanjam o seu uso. Muitas que acreditam não tê-lo correm desesperadas a fim de desenvolvê-lo e conquistá-lo a qualquer preço. 

Mas afinal, que tipo de poder é esse? O que a Bíblia fala sobre ele? Devo buscá-lo? Mas o que é sensualidade? Se recorrermos ao dicionário veremos de forma clara e simples que sensualidade é um termo relativo à sexualidade, erotismo. É o poder de atração para si através do apelo sensual ou sexual. Em outras palavras, é a capacidade de atrair o desejo sexual de outro para si. 

A sensualidade e a Manipulação. 

Lendo Eclesiastes 7:26 me deparei com uma advertência aos homens contra esse tal poder feminino.: “Achei coisa mais amarga do que a morte: a mulher cujo coração são redes e laços e cujas mãos são grilhões; quem for bom diante de Deus fugirá dela, mas o pecador virá a ser seu prisioneiro.” Salomão compara o poder de sedução da mulher como algo mais amargo que a própria morte, capaz de prender um homem e escravizá-lo. 

A mulher que se utiliza da sua beleza, sensualidade e sexualidade para conseguir o que quer é chamada de manipuladora. Manipular nada mais é que influenciar inadequadamente alguém a fim de conseguir algo. A sensualidade usada como poder é manipulação. É usar seus atributos sexuais a fim de atuar no desejo sexual do outro com o intuito de conseguir algo em troca: seja atenção, prazer, favor ou mesmo algo material. 

Martha Peace descreve manipulação pecaminosa como “usar palavras e/ou semblantes para intimidar ou persuadir uma pessoa a deixar você fazer o que quer”. A sensualidade como poder visa despertar desejo sexual do outro como meio para atingir um alvo. O fato é que muitas mulheres usam sua sensualidade como sua mais importante ferramenta de poder. Muitas adornam com sensualidade suas roupas, maquiagens, cabelos, andar, falar, comportamento e atitude com a finalidade de influenciar, convencer e chamar a atenção através do desejo sexual (conscientemente ou não). 

Até mesmo no casamento a sensualidade pode ser usada de forma pecaminosa, manipuladora, como ferramenta de poder. Usar a sua sensualidade para convencer seu marido a fazer algo que ele não quer ou usar o sexo como moeda de troca ou ferramenta de tortura é completamente condenado pelas Escrituras. (Isso é assunto para um outro momento) 

E o que a Bíblia fala sobre sensualidade utilizada como ferramenta de poder? 

A Bíblia utiliza o termo lascívia para se referir à sensualidade pecaminosa, ao erotismo. A lascívia é incluída na descrição das obras da carne em Gálatas 5:19: “Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia”. 

Ela também é citada em Colossenses 3:5 como fazendo parte de da natureza humana terrena: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria.” 

A Bíblia também nos diz categoricamente que agir de forma a atrair para si o olhar ou desejo sexual de um homem que não seja seu marido é atrair para si e para o outro pecado e juízo: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, em seu coração, já cometeu adultério com ela.” Mateus 5:28 

Usar a sensualidade através de roupas, atitudes ou comportamento fora do casamento, seja para conseguir favor, atenção ou preferência, influenciar ou convencer é inadequado e fora de propósito. É impuro, é desonrar o seu corpo, é ofender e defraudar o próximo. É pecaminoso, é carnal, e pode chegar a ser considerado prostituição. 

Podemos relembrar rapidamente alguns exemplos na Bíblia de mulheres que abusaram do seu poder da sensualidade. Dentre elas temos a mulher de faraó (Gênesis), Dalila (Juízes) a moça da janela (Provérbios). Em todos os casos o apelo sexual feminino foi usado a fim de convencer homens a fazerem o que era desejado. Em todos esses casos, explicitamente, a finalidade era imprópria e o fim não foi nada bom. 

Trocando em miúdos, o poder da sensualidade tão valorizado e buscado até mesmo por mulheres cristãs nada mais é que um uso errado (entenda-se pecaminoso) da sexualidade projetada por Deus a fim de manipular e influenciar de maneira inadequada outras pessoas (entenda-se homens) a fim de conseguir algum tipo de favor. E o fim pode não ser nada bom... 

O lugar Bíblico da sensualidade 

Foi o próprio Deus que nos criou seres sexuais. Ele criou a nós, mulheres, com características, belezas e encantos para um propósito bem determinado. Há hora, lugar e forma certa de usarmos a nossa sensualidade, e esse lugar é o casamento. O propósito é o deleite mútuo e a glória de Deus. 

A mulher deve cuidar de seu corpo, de sua aparência, de suas roupas a fim de agradar e deleitar seu marido. Essa preocupação feminina em si não é pecado, desde que esteja no contexto do casamento e que não seja utilizado como forma de manipulação. O sexo e a nossa sensualidade foram criados por Deus, mas devem estar restritos às ‘quatro paredes’ do casamento. 

Um caminho melhor 

Se uma mulher deseja desenvolver o poder de conquistar, influenciar ou atrair existe um caminho muito melhor. Devemos ‘lutar’ com as armas certas. Em lugar de procurar as armas femininas relacionadas ao apelo sensual/sexual devemos buscar armas espirituais a fim de atrair e influenciar positivamente as pessoas ao nosso redor. Temor a Deus, espírito manso e humilde, sabedoria, decência e modéstia são todas as armas das quais as mulheres precisam. O nosso sábio conselho e nossas orações intercessórias é que devem influenciar as pessoas. O brilho de Cristo em nossas vidas é o que deve fazer os homens olharem em nossa direção. 

A mulher que teme ao Senhor não precisa se utilizar de artimanhas sexuais para manipular os homens, antes, O Espírito Santo que nela habita a conduzirá a agir como uma motivadora convicta de que quem transforma as situações e as pessoas de forma verdadeira e honesta é somente o próprio Deus. 

“Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.” I Tessalonissenses 4:3-7 

Um abraço de uma mulher que deseja usar as armas certas e atrair e influenciar as pessoas por refletir brilho de Cristo, 
Renata Veras 

Hábitos das Mulheres Sábias

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Acredito que você já ouviu que a mulher sábia edifica a sua casa, você se considera uma mulher sábia? Está conseguindo ajudar o seu marido a construir um casamento de sucesso? Independente da resposta, vem comigo, vamos meditar nos 10 [...]


1. Elas oram

Não me refiro aquela tipo de oração, mecânica, que mais parece um monólogo sem graça e que você precisa se forçar a fazer por um certo período quando na verdade você gostaria de estar em qualquer outro lugar. Estou falando da oração de intimidade com o Mestre Jesus, onde lançamos sobre Ele todas as nossas ansiedades, medos, problemas e temos certeza que ele tem cuidado de nós. Se você não tem orado assim experimente. Eu converso com meu Mestre sempre que preciso e sei que ele me ouve, seja onde for, em casa, no trabalho, na rua, viajando, pois entendo que é importante desenvolver intimidade com Deus.

2. Elas Respeitam

Este e muitos outros princípios eu aprendi com a   rainha Gracineide, minha mãe querida, ela sempre diz: Quem quer respeito, respeita. Ao ler a Bíblia e livros que o meu amado esposo me presenteou no tempo de namoro, este principio ficou ainda mais claro para mim. Se você quer ser respeitada por seu marido, respeite-o com suas palavras e ações, mesmo que ele esteja errado, chame-lhe atenção, mas com muito respeito, reconhecendo que Deus o colocou como Sacerdote do lar.

3. Elas Agradecem

Gratidão é uma palavra chave na vida da mulher sábia. Ela agradece a Deus, por cada benção concedida, por mais pequena que pareça. É grata pela vida que tem, pelo marido, pelos filhos, pela casa, pelo carro, enfim pelos momentos de vida, pois reconhece que tudo é presente de Deus. Ela sabe que ficar reclamando pelo que não tem, só piora as coisas.

4. Elas Perdoam

Esta parece ser a atitude mais difícil para a mulher, dependendo da situação. Mas a mulher sábia entende que não existe ofensa que supere o poder do perdão. Compreende que ela foi infinitamente perdoada por Deus, e quando ela libera perdão, está fazendo bem a si própria, pois teme as palavras de Jesus quando Ele disse: “Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. – Mateus 6:14,15

5. Elas não fazem drama

Sem dramas mulheres. Quer edificar ao invés de destruir o seu lar? Então, não seja dramática. Pare de fazer tempestade em copo d’agua. Não seja vítima dos seus problemas, busque ser protagonista da sua história e cumpra com maturidade o seu papel no casamento.

6. Elas Cuidam

Cuidam bem do marido, dos filhos, dos afazeres domésticos e de si próprias. São zelosas, fazem suas atividades com capricho e amor. Este cuidado é importante para preservar a harmonia e o equilíbrio no lar.

7 Elas controlam a língua

A Bíblia compara a língua, como um pequeno leme de um grande navio, que embora pequeno conduz o navio de um lado para o outro. A mulher sábia aplica as palavras certas no momento certo, não fala asneiras, entende quando deve calar e ouvir. Desta forma o que ela diz é mais respeitado, porque sempre pensa antes de falar. Medite em Tiago 3.1-12

8. Elas sabem confrontar em amor

Que os maridos não são perfeitos e volta e meia eles fazem algo que não deviam, não é novidade. Mas quando isso acontece, ( e geralmente acontece muito), o que você faz? Grita, reclama, fica amuada, faz greve… As mulheres sábias, sabem chegar no marido e abordam o problema com serenidade, sem acusações descabidas, faz perguntas reflexivas, e apresenta soluções praticas para que o problema seja resolvido.

9. Elas se antecipam aos problemas

Saber resolver os problemas é bom… mas evita-los é melhor ainda. A mulher sábia, se antecipa, prevê, calcula, pois compreende que cada ação gera uma reação, cada semente plantada gera seus frutos depois. Desta forma, ela consegue cortar o mal antes que ele nasça e cause estrago no seu casamento.

10. Elas são proativas

Há mulheres que desejam um casamento de sucesso, mas ficam esperando e culpando os outros pelo seu insucesso. As mulheres sábias, não esperam a vida passar, elas fazem a vida acontecer. Fazem suas atividades com eficácia e eficiência. Se programam para fazer viagens com o marido. Organizam o tempo para se cuidarem física e espiritualmente, e assim como a mulher virtuosa de provérbios 31, arrancam elogios do seu esposo.

Com toda certeza, existem muitos outros bons hábitos que as mulheres sábias praticam e que são relevantes para a construção do sucesso do casamento, e por isso te convido a citar outros exemplos nos comentários.
Meninas não sei se vocês já sabem, mas eu e a queridíssima Cintia, fizemos uma abençoada parceria e em breve vamos lançar um Método, que será inédito, vai ser um livro onde vamos tratar sobre a Autoestima da Mulher Cristã, temos certeza que este poderoso método vai transformar a vida de milhares de mulheres no brasil.
Cintia 

Você sabia que a Posição em que um Casal Dorme diz muito sobre a Relação?

Você sabia que a posição em que um casal dorme diz muito sobre a relação?Se pensarmos bem, o mais provável é que em ocasiões onde discutimos com nosso parceiro (a) costumemos dar-lhe as costas para dormir ou procurar por uma posição na cama que ajude a evitá-lo. Porém, quando passamos um dia romântico ou as coisas andam muito bem na relação ao descansar buscamos entrelaçar os corpos e buscar a posição mais aconchegante possível nos braços um do outro.
De acordo com especialistas em cognição, linguagem e psicólogos, a posição na qual os casais dormem diz muito sobre o momento pelo qual estão passando, pois apesar da variação da linguagem corporal, de um modo geral, a posição pode ser uma janela emocional para a situação que o casal vive naquele momento. Gostaria de conhecer o significado das posições que divide com seu/sua parceiro (a)? Confira!

De costas, porém se tocando


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Casais que costumam dormir nessa posição refletem que respeitam seu espaço individual, porém, sem perder o contato. São dinâmicos, levam a vida de forma independente, mas sua relação é estável e saudável. Segundo especialistas, essa posição reflete confiança entre o casal sem necessidade de que um esteja na presença do outro.

De costas e separados


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Essa posição é um alerta de que algo não está bem na relação. É uma necessidade de manter distância e o desejo de ter maior liberdade na vida de ambos. A falta de contato entre os corpos, que ficam em direções opostas, pode indicar que houve uma forte discussão ou que um dos dois está buscando total independência.
Nesse caso é preciso começar a analisar bem a posição, por exemplo, se as mãos estão fechadas e o corpo tenso, são sinais de que o casal não quer se comunicar e, inclusive, sentem que a presença um do outro é insuportável.
Mas, se os corpos estão mais soltos, não há tensão na relação e isso pode indicar que ainda há confiança e respeito pelo espaço um do outro.

De frente um para o outro, sem se tocar


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Dormir nessa posição é sinal da busca por intimidade e da existência do desejo de estar perto do parceiro (a). Cada um sabe respeitar os momentos de intimidade do outro, mas tem uma conexão que os impede de se distanciar. Mas, em geral, esse tipo de casal assume a rotina e os problemas diários mais facilmente.

Entrelaçados


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Especialistas concordam que essa posição é sinal de desejo e de uma paixão muito forte. É muito comum quando a relação está começando e, em geral, ocorre quando ambos dormem depois de um momento de intimidade. Esse entrelaçamento pode revelar desejo sexual, mas, ainda segundo especialistas, é possível que o casal que se acostuma com essa posição pode apresentar situações de ciúmes.

De “conchinha”


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Segundo especialistas, a pessoa que costuma abraçar nessa posição tende a guiar e proteger o companheiro (a). Esse, por sua vez, se sente mais cômodo e seguro ao lado do parceiro e é possível que quando não é abraçado durante o sono se sinta desprotegido. É uma posição que reflete a harmonia perfeita entre o casal. Porém, em certas ocasiões também pode indicar a existência de certa insegurança na relação.

Abraçados


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Especialistas em linguagem corporal afirmam que essa posição reflete compromisso, amor e carinho entre o casal. Em geral, reflete que as coisas estão muito bem e a vida sexual é excelente. Também afirmam que dormir com a cabeça no ombro do parceiro é um indício de que a pessoa se sente muito segura com seu parceiro.

“O espaçoso e a encolhida”


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Essa não é uma posição boa para o casal, de acordo com especialistas, a pessoa espaçosa na cama não demonstra afeto por seu (a) parceiro (a). Inclusive, essa posição reflete que a relação está passando por um momento difícil, na qual a pessoa que ocupa menos espaço está sofrendo de baixa autoestima e insegurança, enquanto que a que ocupa o maior espaço ainda acredita que a relação é bem sucedida.

Cada um em seu espaço, mas com os pés entrelaçados


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Essa posição reflete que ambos se amam, mas é preciso prestar atenção na relação. De acordo com especialistas é uma combinação entre amor, paixão e diferenças na relação. O fato de dormir com os pés entrelaçados é um símbolo de compromisso com o outro e cumplicidade entre o casal.
Fonte: Melhor com Saude -  https://melhorcomsaude.com/voce-sabia-que-posicao-em-que-um-casal-dorme-diz-muito-sobre-relacao/