Um Recado Para Você!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A Beleza da Mulher Cristã

Resultado de imagem para mulher bela aos olhos de DeusA beleza é um dos triunfos da mulher. Querer ser bela é inerente à feminilidade. Nestes dias em que a mulher anda reinando não apenas no lar, mas se projeta no cenário público, é bom que esteja apta para reinar com toda a sua pujança. 

A Rainha Ester foi a mulher que impressionou pela sua beleza, não apenas ao rei, mas ao guarda das mulheres e a todos que a cercavam (Ester 2). A beleza de Ester não era superficial e nos fala de muito preparo. Foram doze meses de embelezamento. 

Um novo ano começou e com ele o desafio de doze meses para um tratamento de beleza que nos coloque numa postura que glorifique ao Rei dos Reis. Deus tudo fez tudo belo e admirou-se de Sua criação. Aprimoremos também a beleza que Deus criou. 

A receita para este tratamento começa com: 

LIMPEZA INTERIOR - Do coração procedem as fontes da vida - (Pv 4.20-27). 
Dele é necessário retirar todas as manchas, cicatrizes de amargura, frustrações, toda a sujeira que esteja poluindo a alma. Jesus adverte que o mal vem de dentro - (Mc 7.14-23) e Jeremias fala dos enganos do coração (Jr 17.9), por isso faz-se necessário permitir um trabalho profundo do Espírito Santo para a remoção de tudo que possa comprometer a beleza do caráter do Cristão. O Salmo 139.23-24 nos conduz à confissão e quebrantamento pela ação do espírito. 

ELIXIR DE REJUVENESCIMENTO - A mente exerce um grande poder sobre nós. Somos, realmente, aquilo que pensamos - belas ou feias, novas ou velhas. Paulo fala em transformação pela renovação da mente (Rm 12.2). Faz mais efeito que as operações plásticas que concertam ou pioram apenas o que é exterior. Encher a mente de pensamentos positivos (Fp 4.8) e preenchê-la com a Palavra de Deus (Cl 3.15). Aí se encontra o verdadeiro segredo da força da juventude. 

ÓLEO PARA A CABEÇA - O óleo da união derramado sobre a cabeça de Arão (Sl 133) que nos leva a amar as pessoas, aceitá-las como são. Óleo que lubrifica os relacionamentos, fluindo como ingredientes para uma convivência saudável. Também o óleo da unção do Espírito que ungindo a cabeça, faz transbordar o coração (Sl 23.5). 

BATOM PARA OS LÁBIOS - É o louvor. Salmo 34.1 nos recomenda a usá-lo constantemente. Evitemos palavras ferinas, negativas ou hábitos da murmuração. Enfeitar os lábios com palavras de louvor, de conforto, que levante os abatidos e glorifiquem ao nosso Rei (Sal 19.14). 

MAQUIAGEM - Não há processo mais eficaz para embelezar a face do que a alegria. "O coração alegre aformoseia o rosto..." (Pv 15.13). 

BRILHO - O tempo que passamos com Deus dá brilho a vida. Que o diga Moisés (Ex 34.29). "Para ser bela pára um minuto diante do espelho, cinco minutos diante da sua alma e quinze minutos diante de deus" - Michel Quoist. 

CREME PARA AS MÃOS - (Ec 9.10 e Pv 31.20) Mãos adornadas com o serviço ao próximo. Mãos que trabalham, mãos que constroem, mãos que ajudam, mãos que sustentam os debilitados. 

CALÇADOS PARA OS PÉS - (Pv 4.26-27) - Pés que andam por caminhos direitos (Is 52.7) - Pés formosos que levam boas notícias, as boas novas da salvação. 

TRAJE - Alta costura do Atelier do senhor - (1Pe 3.3-4) apresenta o traje do espírito manso e suave. E é a única fórmula bíblica para conquistar o esposo para Cristo.

PERFUME - Mais precioso que o "Chanel 5 ", pois é da "grife" do Senhor - (2 Co 2.14-15) - O perfume de Cristo. É um pouco diferente das famosas essências francesas cujos frascos precisam ser bem lacrados para não exalar o aroma; neste, o "vaso de alabastro" (a nossa casca grossa) tem que ser quebrado para perfumar o ambiente. 

ETIQUETA SOCIAL - Aulas de etiqueta social não podem faltar ao tratamento de beleza, pois completam o trabalho realizado. Define-se apenas numa palavra AMOR. Sem ele nada tem valor. E com ele é possível nos apresentarmos com nobreza em qualquer ambiente. (1 Co 13.5) " O amor comporta-se bem e não busca vantagens próprias". 


Que Deus lhe proporcione oportunidades para viver a beleza de Cristo em todo o seu esplendor.

sábado, 24 de junho de 2017

O Equilíbrio Emocional na Relação a Dois

Resultado de imagem para casal desenho colorido tumblrTodo casamento passa por oscilações; altos e baixos naturais em uma relação tão íntima; assim a busca pela estabilidade deve ser uma constante. Uma relação estável é composta por duas pessoas emocionalmente equilibradas que desejam e se dedicam à harmonia e felicidade na vida em comum.
Para buscar uma relação equilibrada vale algumas reflexões:
  • É imprescindível iniciar esse processo de forma individual, ou seja, cada cônjuge deve trabalhar intimamente o autocontrole. Para tanto é preciso que se dediquem ao autoconhecimento e, principalmente que desenvolvam amor próprio.
  • Para que esse equilíbrio possa ser alcançado é preciso descobrir o que querem de si mesmo e do outro; o que são capazes de doar e renunciar a favor da vida em comum.
  • Simplesmente desejar ter uma vida diferente faz com que muitas pessoas se envolvam em dores emocionais, entretanto, é um sofrimento vão, afinal a única pessoa que realmente pode mudar e ver as coisas de uma maneira diferente é você.
  • Para haver equilíbrio no relacionamento é essencial assumir a responsabilidade pela própria felicidade, não sobrecarregando o cônjuge com isso. Tenha em mente que você é a única pessoa que pode efetivamente promover seu próprio crescimento emocional, pessoal e amoroso.
  • Para que o casal entre em entendimento é preciso que respeitem um ao outro em todos os sentidos, a fim de que possam entrar em consenso em relação às diferenças de opinião, valores e crenças.
  • Vale destacar ainda o respeito em relação à vida sexual. Um casal que busca equilibrar suas emoções deve ter muita atenção na maneira pela qual um e outro manifestam seus desejos e lidam com isso.
  • A fidelidade é elemento que se revela de grande importância para a estabilidade de uma relação, pois é a confiança que produz a tranquilidade dos cônjuges e os mantêm seguros do amor que nutrem um pelo outro.
  • Não existe entendimento onde não haja diálogo. Para controlar os desentendimentos e dificuldades no convívio, o casal deve buscar sempre o diálogo franco e sincero.
  • É importante demonstrar carinho; pelo afeto os cônjuges aumentam a proximidade e selam a união. Então a parceria do casal se edifica e o companheirismo se desenvolve.
  • O amor que equilibra é o que promove paz, aceitação e compreensão; é incondicional e marcado pela tolerância e alegria no convívio.
  • A espiritualidade é um fator importante para o equilíbrio emocional da relação, sendo relevante que o casal a busque de preferência juntos.
Pessoas equilibradas enfrentam com maior facilidade as atribulações da vida e promovem relações mais saudáveis e felizes.

Discutir a Relação - Positivo ou Negativo?

Resultado de imagem para casal desenho abraço tumblrAs famosas e temidas DRs estão presentes na vida de todos os casais. Tornaram-se parte do estilo de vida de quem compartilha sua existência ao lado de outra pessoa. Mas será que estes debates são realmente necessários em todas as ocasiões?
Homens costumam não gostar muito de DRs e fogem delas. Mulheres costumam preferir conversar a respeito de tudo. Os dois gêneros precisam entrar em acordo: nem evitar, nem discutir demais para não esfriar nem destruir o relacionamento.
Discutir a relação pode ser benéfico ou não para o casal. Sentar para resolver pequenos problemas que poderiam ser esquecidos muito facilmente pode ser tão maléfico quanto não abordar atitudes e tratamentos que estão incomodando e deixando um ou ambos os cônjuges aborrecidos. Encontrar o equilíbrio entre os dois extremos será o ideal para o crescimento do casal. Resumindo:
  • Questões banais ou que não farão a diferença a longo prazo não necessitam ser levadas a uma pauta de discussão. É importante lembrar que cada ser humano tem suas diferenças, viveu em um ambiente diferente do outro durante sua infância e juventude, pensa diferente e, é claro, fará coisas que serão estranhas ao seu cônjuge. Respeitar as diferenças e aceitar algumas coisas que não parecem muito comuns é um ato de amor e maturidade.
  • Os problemas que afetam o relacionamento necessitam de atenção especial. O casal pode ver um pequeno problema se tornar em motivo de divórcio ao longo do tempo caso não seja devidamente resolvido. Homens normalmente demoram mais para se recuperar de uma discussão que as mulheres. Talvez seja por este motivo que eles evitam as DRs. Quando algo não vai bem, o melhor é sentar com calma e falar a respeito para que não fique ainda pior.
E como saber se o problema deve ser discutido com seu parceiro ou não?
  • Quando o que aconteceu ou deixou de acontecer não causou maiores problemas e foi esquecido, e vocês estão bem novamente, falar a respeito pode ser negativo. Relacionamentos são delicados e às vezes conversar sobre algo pequeno pode ser o início de uma grande e complicada discussão, pelo simples fato de o assunto ser algo muito banal, fazendo com que o cônjuge se sinta perseguido por algo sem importância.
Como ter uma DR eficaz e menos traumática?
  • Nunca discutir em público, seja em uma festa ou na frente dos filhos.
  • Estar disposto a ouvir sem atacar, falar primeiro o que você pensa de si mesmo e evitar culpar o outro.
  • Lembrar sempre que não importa quem está certo, mas o que resolverão para ficarem bem entre si.
  • Não perder a postura, gritar ou usar ameaças de qualquer natureza. Nunca.
A convivência harmoniosa do casal necessita de cuidados diários. O amor é fortalecido através do respeito e da aceitação das diferenças. Problemas sérios sempre precisam ser resolvidos para não complicar a relação.
Encontrar o equilíbrio pode ser mais simples do que parece quando usamos regras simples e básicas da cordialidade. Perdoar e realmente amar a pessoa de forma não egoísta entram no pacote.
Michele Coronetti

Defeitos em Mulheres que os Homens não Suportam

  • Resultado de imagem para mulher de costaQue todo mundo tem defeitos é de conhecimento geral. Infelizmente, para a maioria dos homens alguns defeitos femininos importunam bastante. E para desespero geral são os defeitos mais comuns na maior parte das mulheres.
    Muitas acham que não os têm e algumas até consideram virtudes. Mas, para os homens, chega a ser bastante incômodo e desagradável. É claro que as mulheres podem trabalhar esses defeitos para aprimorar a si mesmas e melhorar a relação com seus parceiros.
  • 1. Teimosa

    Muitas mulheres insistem em que algo deva ser de uma maneira. Isso é bastante desagradável porque muitas vezes elas não estão certas e seus parceiros acabam concordando apenas para evitar brigas e por que não desejam viver em um ambiente desagradável. Mas eles abominam tais atitudes de teimosia.
  • 2. Briguenta

    Nada pior do que ter alguém olhando torto a cada coisa que se faça ou ainda discordando e colocando defeitos. Nada do que o homem faz está certo ou bom. Se ele faz uma tarefa doméstica, fez da maneira errada. Se ele não faz, ele não ajuda em nada. Motivos para brigar sempre existirão.
  • 3. Vingativa

    Um esquecimento de uma data importante para o casal será o suficiente para uma vingança muito bem planejada. E o plano sempre é muito bem bolado. Os homens tremem de medo do que estará por vir quando sabem que suas parceiras possuem este defeito.
  • 4. Pegajosa

    Aquela mulher que não desgruda, que manda mensagem a cada segundo, e que reclama se não recebe resposta, que pergunta sobre tudo, aparece de surpresa no trabalho dizendo que estava com saudades e ainda quer controlar a vida do seu parceiro.
  • 5. Bagunceira

    Suas roupas são jogadas dentro do guarda-roupas e os cabides ficam vazios. Sapatos espalhados por toda a casa, maquiagem na pia do banheiro, limitando quase totalmente o uso dela, isso realmente incomoda um homem e o deixa sem conseguir nem pensar direito.
  • 6. Arrumação excessiva

    Os homens ficam realmente incomodados quando a mulher reclama a cada chave que não foi colocada no local correto. Elas são tão organizadas que acabam sumindo com coisas importantes deles e nunca têm tempo para fazer coisas mais agradáveis como sair juntos ou assistirem a um filme. Afinal, tudo em exagero não é bom.
  • 7. Preguiçosa

    Mulheres dependentes que não fazem nada e que gastam muito dinheiro pagando por coisas simples que elas mesmas poderiam fazer também deixam seus parceiros incomodados.
  • 8. Não ter personalidade

    É importante que cada pessoa tenha sua essência e quando a mulher sempre depende da opinião dos outros ou não consegue ser ela mesma, precisando imitar outras pessoas, seus parceiros podem se confundir e isso realmente não os agrada.
  • 9. Ser vulgar

    Seja expondo demais seu corpo ou insinuando-se para outros homens, esse defeito é muito complicado para os parceiros. E quando eles terminam o relacionamento e elas continuam correndo atrás, implorando sem se darem o mínimo de valor a situação fica pior ainda.
  • 10. Ciumenta

    Ter ciúmes indica baixa autoestima. Em doses pequenas até pode ser agradável. Fazer um escândalo por ciúme é realmente um pesadelo para os homens.
    Nenhuma mulher precisa cultivar estes defeitos e ao procurarem vencer cada um deles elas se tornarão ainda mais belas e agradáveis. Todas as pessoas têm desafios a serem vencidos, inclusive os homens. A busca pelo progresso deve ser incessante e normalmente dura toda uma vida.
  • Michele Coronetti

terça-feira, 20 de junho de 2017

As Responsabilidades da Mãe Cristã

Resultado de imagem para mae orando com o filho desenhoA primeira mãe mencionada na Bíblia é, naturalmente, Eva. Gênesis 3.20 diz: “E deu o homem o nome de Eva à sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos”.
“Eva” significa “vida”. “Mãe”, no hebraico, é “em”. No Antigo Testamento, “em” é traduzido como “mãe” 218 vezes. Mas, este vocábulo também traz consigo a ideia de “ponto de partida”. Ele representa uma fonte de onde pessoas ou coisas de caráter semelhante são disseminadas. Em português, isso é visto em termos como “terra natal”, “nave-mãe”, e mesmo “placa-mãe”.
Na cosmovisão bíblica, a missão dos pais é educar os filhos a seguir a Deus. Deus criou a família como a unidade principal onde as crianças são cuidadas, amadas, treinadas e capacitadas. Isso requer muito carinho e disciplina. Ser mãe cristã abrange um grande grau de tensão, pois ela deve ser gentil, vivenciar as expectativas bíblicas e saber a hora de deixar os seus filhos irem. Como a maioria das mães cristãs pode atestar, é difícil equilibrar o instinto natural de proteger a criança do dano com a necessidade de capacitar a criança para a vida como um adulto.
Mães são lembradas na Bíblia por amarem os seus filhos (Tito 2.4), por sentir afeto por eles, por terem uma atitude gentil para com eles. Ao mesmo tempo, a mãe é lembrada nas Escrituras também por treinar os seus filhos para viverem uma vida religiosa (Salmos 78.5-6) e descobrir como eles podem contribuir pessoalmente para o Reino de Deus (Provérbios 22.6).
As crianças nem sempre fazem isso. Na Lei de Moisés, em Deuteronômio 21.18-21, vemos que se uma criança israelita era completamente rebelde para com seus pais, até o ponto de ameaçá-los e àqueles ao seu redor, os pais eram responsáveis ​por comunicar às autoridades. Se os crimes eram sérios o suficiente, o corpo governante poderia, então, ordenar a execução daquele filho. Esta lei deve ter sido extremamente difícil para as mães cujo primeiro instinto é o de proteger a sua criança. E, de fato, não há registro histórico de que essa lei tenha sido um dia usada.
Jesus expressou um desgosto maternal em Lucas 13.34, quando disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”.
Parte da responsabilidade de uma mãe cristã em equipar e treinar seus filhos é explicar e encarnar o caráter e a santidade de Deus (Deuteronômio 6.4-7), mesmo que a criança rejeite tudo relacionado a Deus. É reconfortante saber que Jesus também lidou com filhos rebeldes.
Outra grave tensão na maternidade cristã é ser uma doadora da vida e, ao mesmo tempo, um ponto de partida. Gênesis 3.20 descreve Eva, a primeira mãe, como fonte da vida. E em Gênesis 17.16, Deus prometeu a Abraão que sua esposa Sara viria a ser a mãe, ou fonte, de muitas nações e reis. Mas Deus também disse que os filhos de Eva deveriam “encher a terra” (Gênesis 1.28), o que exigiria deixar a casa de sua mãe. E os filhos de Sara incluem, certamente, todos aqueles de grupos diversificados que seguem a Cristo. Da mesma forma, as mães precisam lembrar que o propósito de ser mãe é desenvolver um adulto forte e independente (Gênesis 2.24). Mesmo que esse filho adulto resida geograficamente próximo à sua mãe, esta deve permitir-lhe a liberdade de viver como um adulto, tendo a sabedoria de sua mãe em conta (Provérbios 31.2), mas tomando suas próprias decisões, mesmo decisões que ela não entende ou não concorda (Marcos 3.20-21,31).
A fim de manter a tensão da maternidade, Deus espera que as mães cristãs tenham duas características específicas. A primeira é inferida em Provérbios 1.8-9: “Ouça, meu filho, a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de sua mãe, pois eles são uma guirlanda graciosa para sua cabeça e pingentes para o seu pescoço”. Para que uma criança confiar na sabedoria de sua mãe, a mãe deve realmente ser sábia. As mães precisam seguir a Deus e confiar nas promessas de 2 Pedro 1.3, que diz: “Seu divino poder nos tem dado tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e excelência”.
Mas, as mães cristãs também devem ter em mente Efésios 6.4: “Pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”. Disciplina e treinamento são desrespeitados quando são dados sem respeito ou afeto. Adicione estes àqueles e você começará a falar a verdade em amor (Efésios 4.15).
A Bíblia não reserva a maternidade só para mulheres com filhos biológicos. Juízes 5.7 identifica a profetisa e juíza Débora como “uma mãe em Israel”, mas ela também era uma mãe para Israel.Ela forneceu sabedoria (Juízes 4.5) e, sob a direção de Deus, mostrou a Israel o caminho que deveriam seguir (v.6). Ela ainda tentou incentivar seus “filhos adultos” a seguirem a Deus por conta própria, sem a sua presença constante (vv.8-9). Por causa da sabedoria e orientação de Débora, Israel desfrutou de um período raro da paz (Juízes 5.31). Todas as mulheres podem seguir o exemplo de Débora para incentivar, cuidar e treinar aqueles em torno delas para viver de forma madura e eficaz, honrando a Deus em suas vidas.
A maternidade não é a soma total das responsabilidades de uma mulher cristã. Ela também é uma filha de Deus (Romanos 8.14), possivelmente uma esposa respeitosa (Efésios 5.33) e uma parte essencial de sua igreja local (1 Coríntios 12.4-31). Em todos esses níveis de relacionamento, a mulher pode apresentar a “maternidade cristã” também, apoiando, treinando e capacitando outros para que eles possam dar a sua contribuição para o Reino de Deus.

Casamento dos Filhos e a Intromissão dos Pais

3314É natural que os pais criem uma expectativa positiva quanto à pessoa com quem o(a) filho(a) irá se casar. Preocupam-se com a escolha certa, se serão bem cuidados, honrados, amados incondicionalmente etc. Afinal, o casamento é um compromisso sério diante de Deus e um relacionamento para toda vida. Por isso mesmo o apoio da família e amigos, a escala de valores, a fé, os costumes e as experiências adquiridas ao longo da vida são de suma importância para a construção de um lar. Porém, interferências e excesso de zelo dos pais podem provocar transtornos, gerar conflitos, frustrar sonhos, ou até mesmo levar o matrimônio a ruínas.
Ao se casar, o estilo de vida, a rotina, os hábitos do cotidiano podem ser diferentes dos que o novo casal herdou do modelo familiar de origem, pois a maneira que a relação conjugal será construída é única e particular. Os recém-casados devem ter a liberdade de planejar, organizar e viver a vida comum do lar como marido e mulher, com suas próprias regras e aprendizados.
Claro que a orientação bíblica “deixará seu pai e sua mãe e unir-se-á à sua mulher” (Gênesis 2.24) não significa cortar vínculos ou abandonar os pais. Longe disso. Eles podem ser vistos como conselheiros, incentivadores e exemplos. O princípio bíblico do “deixar e unir” refere-se à separação física, social e emocional dos pais para o estabelecimento da união irrestrita dos cônjuges.Tornar-se uma só carne significa que um complementará o outro, respeitando os limites e necessidades, compartilhando as emoções, sentimentos, ideais e pensamentos. A nova convivência promoverá naturalmente a adaptação de ambos, até construírem a sua própria identidade familiar. Contudo, quanto mais tempo os recém-casados permanecerem ligados às famílias de origem, mais tempo levarão para essa estabilização ocorrer.
Quando se tem um bom relacionamento com os filhos essa separação acontece de uma forma muito natural. Já quando os pais vêem a situação de forma distorcida, como se estivessem perdendo o filho (a), pelo fato dele (a) sair de casa para construir uma nova família através do matrimônio, podemos concluir que esse não é um relacionamento saudável, pois demonstra uma dependência muito intensa, e esse tipo de vínculo prejudica a qualidade da relação.
Muitos pais trabalham incansavelmente para dar o “mundo” aos filhos, mas se esquecem de prepará- -los para uma vida de independência emocional neste “mundo”. É papel dos pais ajudarem aos filhos a construírem a sua individualidade, pois ela é o alicerce da identidade da personalidade para uma vida bem-sucedida. Deixá-los pode não ser uma tarefa fácil, entretanto, necessária! Essa ordem foi dada por Deus, justamente para que esse novo casal cresça, desenvolva-se, crie autonomia e uma série de outras características cruciais para quando essa família aumentar. Por isso, senhores pais não se envolvam no casamento dos filhos.
Quando um dos cônjuges também não consegue compreender este princípio da separação e o significado dessas mudanças, inúmeros problemas surgem. Todo ser-humano adulto precisa ter autonomia para ser bem-sucedido. Essa felicidade só será alcançada no dia-a-dia, arriscando, treinando, às vezes até errando, mas lidando com as consequências das suas próprias escolhas e de ninguém mais.
Em razão da herança familiar, existem pais possessivos, dominadores e super protetores, com uma dependência emocional muito forte. Eles associam o fato de amar os filhos a resolverem os conflitos dos mesmos, até estes sendo agora adultos e casados. A intenção é das melhores. Contudo, a nova corrente foi construída e necessita ser trabalhada para que possíveis dificuldades da nova convivência sejam minimizadas.
Vocês, recém-casados, ao se depararem com certas adversidades em seu relacionamento podem buscar orientação dos pais, desde que não ultrapasse os limites necessários. A interdependência de qualquer casal é imprescindível. Casamento a quatro não é plano de Deus! Somente dois devem se tornar uma só carne, e não os quatro (marido, esposa, pai e mãe). Um relacionamento de uma só carne começa quando duas pessoas deixam suas famílias e se unem um ao outro pelos laços do matrimônio. Aos olhos de Deus o relacionamento conjugal vai além da cerimônia.Trata-se de uma relação compartilhada a três: Deus – Homem – Mulher. Deus, o Criador da família, é o mais interessado na felicidade do novo casal. Por isso estabeleceu o homem, como provedor, com a responsabilidade de suprir as necessidades de segurança, físicas e espirituais de sua esposa e futuros filhos; e a mulher, a auxiliadora, como papel vital em “circundar” o marido (estar em volta) com apoio, incentivo e conforto. Um casal que deseja unidade entre si e harmonia familiar deve buscar também a união com Deus. À medida que eles aproximam-se de Deus, essa relação será refletida em um ambiente de paz, harmonia e felicidade. Se cada um entender e assumir o seu papel, muitos conflitos serão superados.
Deus já fez e está fazendo o papel dEle. Façamos também o nosso!
QUEIROZ, Edson. A família Inabalável