Um Recado Para Você!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Conflitos e Desafios da Família

Resultado de imagem para conflito familiarNo Salmo 127, versículo 1, encontramos a seguinte expressão das Escrituras: 
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. 
Diante da leitura do texto supra, verificamos os seguintes pontos importantes: O primeiro detalhe interessante é: o significado da palavra casa. Neste aspecto, o vocábulo “casa” quer dizer “lar”. Não se trata da edificação arquitetônica, erguida com materiais de construção disponíveis nas inúmeras lojas do gênero, mas, de um local construído com amor, alegria, compreensão e perdão. Comentando este assunto, a historiadora Flavianne Vaz, em artigo para a revista “Ensinador Cristão”, escreveu: “O lar é o lugar onde a família vive e é neste lugar em que aprendemos a falar, ouvir e a respeitar o jeito, o espaço e os bens do próximo. É nele que conhecemos os limites, as regras, os princípios. É um espaço de interação, de comunicação, de descanso e de trabalho”. O outro ponto importante abordado pelo salmista é: a edificação da casa (lar) está totalmente condicionada à sublime ação do Deus Altíssimo. O Espírito Santo foi derramado no coração de cada crente integrante da família. Portanto, devemos dar lugar à operação do Divino Consolador em nossas vidas. Ainda como destaque do que escreveu o salmista no texto em tela, encontramos que todo o esforço despendido no projeto de edificação do lar, será vão se não tiver a mão do Senhor guiando os passos dos membros da família. É preciso que cada integrante da família esteja atento às recomendações propostas acima.
Aprendemos pelo estudo da Sociologia que “a família é a célula mãe da sociedade”. Os estudiosos, as autoridades, os religiosos e outros segmentos sociais proclamam esse postulado e até esboçam alguma forma de defesa para com a família. Porém, a constatação na prática, é que essa instituição continua sendo atacada de todas as formas pelas forças do mal que operam na vida da sociedade hodierna. Essas terríveis investidas buscam a todo custo desestabilizá-la e levá-la ao fracasso em todos os aspectos. A Bíblia Sagrada expressa de forma enfática a vontade de Deus em que o ser humano viva desfrutando dos laços familiares (Êxodo 1.21; Deuteronômio 12.7). No entanto, vivemos tempos marcados por conflitos sociais, conjugais, espirituais e familiares de níveis elevados. Isso é uma prova dos tempos do fim preconizados pelo apóstolo Paulo em suas cartas (1 Coríntios 14.33).Talvez esses dias sejam os mais conturbados da história da raça humana. Diante desse quadro geral acima colocado, vamos pormenorizar o assunto abordando a situação da família atual. Ela tem enfrentado os mais diversos conflitos que são provocados pela ação de vários fatores bem presentes no século 21. A seguir, menciono alguns desses conflitos:
A tecnologia como fator desagregador da família – Dentro desse contexto encontramos alguns elementos que induzem os integrantes da família ao isolamento, provocando grande dispersão no recôndito familiar. Entre eles podemos citar: o uso indiscriminado do computador por parte de crianças, adolescentes, jovens e adultos, especificamente o uso da internet; a falta de controle em alguns lares tem se tornando um vício; outro elemento fruto da tecnologia que tem gerado problemas é o uso do celular até por crianças; nem mesmo o ambiente do templo, local de adoração, escapa do mau uso de equipamentos eletrônicos; e por último temos ainda a televisão que há muitos anos tira a privacidade e furta de forma indiscriminada os momentos de união da família. O catedrático pastor e escritor Elinaldo Renovato, em seu livro Perigos da Pós-modernidade (CPAD), adverte quanto ao uso desse aparato tecnológico: “É um grande desafio para a família saber usar e controlar os meios de comunicação. Muitas pessoas não sabem o que é internet. Trata-se de um sistema de comunicação extraordinário, que desafia a capacidade humana de processar informações em grande escala. (…). O uso da internet torna-se um grande desafio para a Igreja e para as famílias, por causa de sua enorme versatilidade”.
O conflito da impureza moral que avança sobre a sociedade – A depravação humana dos dias atuais encontra-se profetizada na Bíblia Sagrada pelas palavras do apóstolo Paulo na epístola aos Romanos 1.26 a 29. Neste aspecto, mencionamos algumas práticas terríveis que fazem parte da vida da sociedade atual e que em muito tem prejudicado a vida das famílias: a prostituição, o adultério, a fornicação, o homossexualismo e a pedofilia. Todos eles constituem elementos nefastos que se abatem sobre as famílias provocando uma desagregação avassaladora.
Desobediência generalizada Seguindo esses passos tenebrosos dos conflitos enfrentados pelas famílias no presente século, encontramos dentro deste aspecto alguns itens que devem nos fazer pensar. A seguir enumeramos as seguintes atitudes: a rebeldia dos filhos crianças, adolescentes e jovens. A Bíblia ensina a obedecer e a honrar pai e mãe (Efésios 6.1 a 3); a falta de amor dos maridos para com as esposas; a Palavra de Deus falando aos maridos, enfatiza a necessidade da prática do amor (Efésios 5.25); a insubmissão das esposas; o ensino divino é o da submissão da esposa com base no amor (Efésios 5.22; Colossenses 3.18); a falta de compromisso dos pais para com os filhos; as Escrituras asseveram o cuidado dos genitores no ensino dos filhos (Deuteronômio 6.7; Provérbios 22.6).
A proliferação dos vícios – Em seu ministério terreno, Jesus vaticinou esses dias funestos no prodigioso sermão profético encontrado no Evangelho de Mateus 24.37 a 39. Olhando para a sociedade hodierna encontramos a presença indiscriminada de muitos produtos malfazejos que levam a vida do ser humano ao fundo do poço. Esses ingredientes satânicos são os seguintes: o uso de bebidas alcoólicas, do fumo de produtos diversos, das drogas de vários tipos, a prática indiscriminada do sexo e, como vício mais moderno, o uso excessivo da internet.
A má administração do tempo – As pessoas estão atingidas pela síndrome da falta de tempo. Uma frase é cada vez mais comum na atualidade: “não tenho tempo”. Esse conflito atinge as seguintes áreas: tempo para Deus, ou seja, uma vida devocional abundante (Eclesiastes 12.1; Mateus 6.33); tempo para a família (1 Timóteo 5.8; Josué 24.15); tempo para a igreja, através da prática do serviço cristão (Eclesiastes 9.10; 2 Timóteo 1.5,6); tempo para consigo mesmo através do cuidado pessoal (1 Timóteo 5.23). Portanto, os conflitos que procuram atingir a família, nesses dias que antecedem à gloriosa vinda de Jesus são muitos. Como então resistir a tudo isso e manter uma vida de dedicação constante a Deus? 
É preciso estar consciente da necessidade de enfrentar alguns desafios.
Primeiro Desafio: A manutenção da estrutura familiar – É importante a identificação dos papéis no contexto familiar: marido, mulher, pais e filhos (Salmo 128). Esses papéis encontram-se ameaçados de completa inversão. 
Segundo Desafio: Ter uma convivência familiar harmoniosa – O amor é a base de uma convivência feliz em família (Cantares 8.7); no bojo desta análise vamos encontrar os seguintes tipos bíblicos de o amor: amor conjugal (Efésios 5.33), amor paternal (Jó 1.5), amor maternal (Êxodo 2.3), amor filial (Provérbios 23.22), amor fraternal (Gênesis 45.4,14,15). 
Terceiro Desafio: A preservação dos valores – É imprescindível a compreensão dos membros da família de que os valores necessitam ser preservados (Mateus 19.4 a 6); os valores aos quais nos referimos são: sociais, morais e espirituais. 
Quarto Desafio: A busca pela presença de Deus nas formas individual (Mateus 6.6), coletiva (Atos 2.42) e no recôndito do ambiente familiar, ou seja, no culto doméstico e nos cultos familiares (Filemon vv. 1 e 2).
Por, Raimundo Leal Neto.

Princípios Orientadores - Os Pais

Resultado de imagem para familia sobre as mão de Deus
Por maior que seja a pressão social e eclesiástica sobre os pais, todos que têm filhos entendem que existem dias em que o caos parece ter tomado conta de casa. Desde o drama matinal de tentar levar as crianças à escola até a hora barulhenta de dormir. Meu esposo e eu ontem tivemos um dia assim. E na hora em que a casa finalmente estava em silêncio (pela primeira vez no dia todo), nós dois parecíamos vítimas de Estresse Pós-Traumático.

Creio que todos nós pais, até os mais organizados e equilibrados, já tivemos alguns dias como esse. Porém, até nesses dias mais difíceis eu tento trazer à memória o quanto essas crianças são uma bênção enorme de Deus. E por isso devo encontrar nEle forças e sabedoria para mesmo nos momentos mais caóticos, lembrar e agir de acordo com os pontos mais importantes da parentalidade (termo psicanalítico do processo de construção de um pai e uma mãe, cumprindo suas responsabilidades).

Os sete princípios orientadores a seguir têm sido uma grande ajuda em minha família (especialmente nos dias mais difíceis) e podem ajudar a sua também.

1º – As crianças precisam de sua presença, não de seus presentes: O maior presente que você pode dar aos seus filhos é o seu tempo. Eles podem aguentar ter menos de qualquer outra coisa, se isso significar ter mais de você. Faça do tempo juntos uma prioridade e tente ser totalmente engajado, isto é, estar presente por inteiro, (sem telefone, internet, etc.). Eu escolhi a hora de dormir, que para mim há menor número de distrações e passamos um tempo de qualidade juntos.

2º – Regras sem relacionamento levam à rebelião: Segundo o Dr. James Dobson do ministério global Focus on the Family, regras sem um relacionamento real e próximo com seus filhos só o levaram a um caminho de rebelião. O que infelizmente temos observado com frequência, mesmo no lar de respeitados homens de Deus. As regras só fazem sentido para crianças dentro do contexto das relações, o que remete ao princípio número um: as crianças precisam de sua presença. Sem o amor na prática do dia-a-dia, em atitudes, não só em palavras o rigor, limites e regras, mesmo sendo necessários, transformam-se apenas em controle, ditadura e opressão. Invés de regar e fazer os filhos crescerem saudáveis emocionalmente, os sufocam, eles não florescem e desenvolvem um grande sentimento de rejeição, revolta e outras sequelas psicológicas por não terem se sentido amados, apenas dominados.

3º – Filhos seguem seus exemplos mais do que suas palavras: Eu quero que meus filhos obedeçam apenas “porque eu mandei”. Mas, eu tenho que aceitar a realidade de que a minha influência a curto prazo e o impacto de longo prazo em suas vidas será ligado ao meu exemplo muito mais do que as minhas palavras. Por isso, eu tenho que viver os valores que estou tentando ensiná-los ou eles cresceram sem eles ou pior, com os valores deste mundo.

4º – Uma família forte é construída sobre um casamento forte: Eu vejo tantos casais colocarem seu casamento de lado quando os filhos nascem, enquanto estão crescendo. Apenas para acabar com um ninho vazio e um casamento vazio quando as coisas seguirem a sua ordem natural – mais cedo ou mais tarde seus filhos devem querer sair de casa, seu cônjuge não. E certamente um dos maiores presentes que você pode dar aos seus filhos é a segurança que vem de ver sua mãe e seu pai em um relacionamento de amor e compromisso um com o outro. Investir no seu casamento é investir em toda a sua família.

5º – Eu preciso ser o maior incentivador de meus filhos, não o seu maior crítico: Claro que existem momentos que preciso corrigir e disciplinar meus filhos. É desconfortável muitas vezes, mas principalmente necessário. Porém, no geral, eu quero que o clima de casa seja encorajador e animado. As mentes e corações jovens das crianças são como cimento molhado e as palavras que um pai diz deixarão impressões duradouras e marcantes. Difíceis de remodelar. Eu quero que as minhas impressões sejam as mais motivadoras possíveis. Esse é um presente que os filhos levam para a vida toda e podem fazer toda diferença entre o fracasso e o sucesso deles no que quer que decidam fazer.

6º – Se eu não ensinar meus filhos, alguém o fará: Há milhares de pessoas, programas de TV, internet, amigos que irão ensinar seus filhos sobre a vida se você não o estiver fazendo. Às vezes é difícil competir com todas essas vozes, mas o segredo é mais simples do que você imagina, seguindo esses princípios na prática.

7º –  Compartilhe o máximo de fé, comida e diversão que você puder! – Torne a fé em Cristo a fundação de tudo o que você faz. Coma quantas refeições em família você puder e crie o maior número de oportunidades de diversão possível com seus filhos! Risos devem ser a trilha sonora de sua família. Será que hoje a de sua casa não tem sido o silêncio, pelo medo da sua censura ou a gritaria de quem está tentando desesperadamente chamar sua atenção?

No mais, não seja tão duro consigo mesmo naqueles dias em que você sente como se tivesse estragado tudo. Mesmo nos dias difíceis, lembre-se que Deus é contigo e juntos você está gerando um impacto enorme!


Por, Dave Willis.

O Egoismo Destruindo os Lares

Resultado de imagem para o egoismo destruindo os laresVivemos em um tempo onde as grandes transformações tecnológicas modificaram totalmente o modo de ser e viver das pessoas, criando um mundo consumista e de extremo egoísmo, no qual as relações humanas têm sido gravemente afetadas pela hegemonia do “ter” sobre o “ser”.
O acesso à informação em geral, as recentes mudanças no conceito de família e o egoísmo massageado pela pseudociência da auto-ajuda formam um contexto extremamente árido para as relações entre marido e mulher e para com seus filhos.
Hoje, fala-se abertamente em ser feliz a qualquer preço, numa busca pela satisfação e a valorização excessiva das chamadas “conquistas” ou realizações pessoais, mas esse estilo de vida tem causado um efeito devastador sobre a estrutura do casamento e da família.
Ao se falar de otimização do tempo, o que se pretende é ganhar mais e lucrar mais. Este não tem sido um tempo de qualidade para o diálogo no contexto do lar. Para agravar ainda mais esse problema, muitos ocupam seu tempo em casa com entretenimento de baixa qualidade na televisão ou acessando a internet em sites de consumo ou, ainda pior, acessando conteúdos não recomendados para menores de 18 anos, os quais nem mesmo aos maiores de idade é recomendado o acesso.
A Palavra de Deus no livro de 2 Timóteo 3 nos fala de uma corrupção extrema do gênero humano nos últimos tempos, e o versículo 2 inicia a descrição de diversos pecados que têm a sua origem no pecado do egoísmo ou “amor próprio”, sendo essa a questão fundamental dessa busca desenfreada pela satisfação dos desejos da carne. “Porque haverá homens amantes de si mesmos” (v2), “mas amigos dos deleites do que amigos de Deus” (v4).
Esse pecado quase invisível é responsável por muitos problemas que ocorrem no seio da família como tristezas, litígios e divisões, e vem sendo nutrido por um sistema muito eficiente de marketing de consumo, onde grande parte da humanidade é levada a  buscar satisfação ou dar algum sentido à própria existência adquirindo bens e consumindo desordenadamente.
É mais fácil comprar um programa novo de jogos para computador para o filho do que oferecer o precioso tempo conversando ou mesmo brincado com ele. Afinal, a “vida está muito corrida”. Mas, na verdade, ninguém quer doar tempo ou se comprometer por alguns instantes nem mesmo com a própria família.
Não é difícil encontrar lares onde todos têm inúmeros compromissos o dia todo, e o que nos causa ainda mais preocupação é que no fim deste cada um liga o notebook ou tablet e se ocupa com notícias, fofocas e algumas futilidades do “mundo virtual”, sendo incapazes de demonstrar afeto natural oriundo do vínculo familiar. Este é um mundo sem graça e sem a Graça do Senhor Jesus.
Para agravar ainda mais este quadro, o egoísmo é agora tratado ou denominado como autoestima, carente de uma massagem denominada “autoajuda”. Este tem sido um campo muito explorado por especialistas, que com suas palestras motivacionais e seus “best-sellers” tem enchido o coração das pessoas de futilidade e egocentrismo destrutivos.
A autoajuda pode até trazer uma certa melhora nos referenciais de auto valorização das pessoas que possuem baixa estima, entretanto, trazem um efeito colateral muito indesejável: As tornam egoístas, orgulhosas e presunçosas, o que certamente não irá acrescentar nada em suas qualidades de verdadeiro cristão.
Sendo assim, o egoísmo deixa de ser tratado como um pecado, passando a ser encarado como uma virtude para que pessoas possam ter uma autoestima elevada. Esta mentira travestida de qualidade desejável afasta o ser humano de sua real necessidade a de preencher o vazio de sua alma com a graça restauradora e o amor, emanados da cruz de Cristo.
Em nossos dias está cada vez mais difícil um pai ensinar a seus filhos sobre misericórdia, altruísmo e relacionamentos saudáveis, pois os exemplos deste modo bíblico de ser estão se perdendo, e nem mesmo nas igrejas estão sendo encontrados.
Neste ponto evidencia-se o claro conflito entre o que Jesus disse em Marcos 8.34-35 “… Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me…” pensamento em oposição a avalanche de propostas de uma vida feliz baseada em ter coisas. É a cruz de Cristo versus o egoísmo do mundo.
Lares têm sido destruídos pela falta de amor e pela obstinação. Homens vaidosos e presunçosos, mulheres consumistas e fúteis, não conseguem mais coexistir sob a alegação de que não amam mais e que talvez em outro relacionamento poderão ser felizes. Os filhos são como que “criados” pelos professores nas creches e escolas, numa egoísta e irresponsável transferência de responsabilidade dos pais, fazendo com que os filhos não consigam desenvolver o afeto natural por seus pais ou irmãos.
Satanás, oportunista, tem cegado o entendimento de muitos com esta aparente inovação que estimula o egoísmo, como podemos extrair de 2 Coríntios 4.4, e mesmo quando o Evangelho de Cristo está sendo pregado, muitos negam a sua eficácia, tornando-se embrutecidos e irreconciliáveis, mesmo vivendo sob o mesmo teto. Tudo isso favorece a infidelidade conjugal, pois o egoísmo reinante torce a verdade e a sociedade aplaude.
A autoajuda, tão difundida em nosso dias, tem retirado qualquer resquício de culpa pelo modo de vida egoísta, e massageando ainda mais o ego apela: “Busque a sua felicidade, mesmo que acabe com o seu casamento e destrua o seu lar; o que importa é você”. Sendo assim, resta o egoísmo escondido sob uma capa de otimismo e de aparente conquista de uma vida melhor, o recrudescimento das relações interpessoais.
Neste ponto observamos que tal obstinação por satisfazer os próprios desejos, tem criado uma geração de pessoas indiferentes à dor do próximo, sendo incapazes de esboçar qualquer ato de misericórdia, e é isto que tem sido o grande mal dentro dos lares, pois se tornam implacáveis em apontar defeitos nos outros, porém insensíveis e sem afeto, deixando que o amor se acabe, perdendo a oportunidade de viver uma vida plena de graça e amor de Deus.
Negar-se a si mesmo e carregar a cruz, como método bíblico para enfrentar o egoísmo, e para além disso, podermos nos apoiar em Neemias 4.14 “…e pelejai por vossos irmãos, vossos filhos, vossas mulheres e vossas casas”.
Talvez o leitor possa indagar: Como vou vencer a minha baixa autoestima e a dor que sinto em minha alma? Davi responde no Salmo 61: “Ouve, ó Deus, o meu clamor; atende à minha oração. Desde o fim da terra clamo a ti, por estar abatido o meu coração. Leva-me para a Rocha que é mais alta do que eu, pois tens sido meu refúgio e uma torre forte contra o inimigo” (v2-4).
O salmista clama ao Senhor e, em seguida, Ele o consola e o anima, fortalecendo o seu coração. Eis a cura da baixa autoestima!

Por, Edson Alberto Ramos.

Significado da Aliança no Casamento

Resultado de imagem para o significado da aliança no casamento
Prática comum em nossa cultura é a utilização pelos casados de uma aliança de ouro no quarto dedo da mão esquerda, a fim de demonstrar publicamente que a pessoa que a utiliza possui um compromisso legal com outra. Empregando o termo bíblico mais apropriado, o uso expressa claramente a existência de uma aliança entre um homem e uma mulher diante de Deus.

Cerca de três mil anos antes do nascimento de Jesus, os egípcios já utilizavam anéis para simbolizar a união entre um homem e uma mulher. Trata-se de um círculo perfeito, sem início e sem fim. Logo, eles bem representavam o matrimônio celebrado através de um pacto válido por toda a vida. Posteriormente, com as conquistas de Alexandre, o Grande, e com o domínio dos territórios egípcios, o costume foi introduzido na Grécia e em seguida em Roma. Ao utilizar uma aliança, a pessoa estava dizendo que não estava mais disponível para outros pretendentes. No início do século IX, a igreja cristã adotou o uso da aliança a fim de simbolizar a união e a fidelidade entre o casal, ratificando o pacto celebrado.

Atualmente, a utilização da aliança de casamento tem sido esquecida por alguns. Doutra ponta, vemos uma inovação que desvirtua-se do propósito inicial: o uso de anéis de compromisso por alguns jovens cristãos. Ao completarem certo tempo de namoro, algumas pessoas trocam anéis de prata e os usam no quarto dedo da mão direita, a fim de demonstrarem que o namoro é sério, muito embora, naquele momento, não haja a intenção do casamento. Ora, se o objetivo do namoro não é o casamento, por que namorar? E se o namoro cristão admitido é aquele com propósito, a aliança a ser utilizada após certo tempo não deveria ser a de noivado, confeccionada em ouro?

Em nossa história assembleiana, o namoro somente iniciava após o consentimento dos pais e orientação e acompanhamento do pastor da igreja onde serviam ao Senhor. Quando, após alguns meses de namoro, os dois decidiam pelo noivado, período importante para preparação dos detalhes do casamento, novamente o futuro casal procurava o pastor da sua igreja para acordarem uma data e local para receberem uma palavra de oração, geralmente na residência de uma das famílias. Nessa ocasião, os pais do moço colocavam a aliança no dedo da moça, e os pais da moça no moço. Após, eram encaminhados para o curso de noivos onde eram instruídos sobre o casamento. Até hoje, onde prevalecem essas práticas, não raras as vezes esse curso tem servido para revelar a incompatibilidade de pensamentos entre os dois, bem como os seus objetivos de vida.

Por certo, o casamento deve ser contraído com reverência e no temor de Deus. E como sinal de que os preceitos bíblicos foram observados, ao trocarem as alianças diante do ministro do Senhor, o casal está expressando sem palavras que são servos do Deus Altíssimo e o que o casamento deles deve ser digno de honra entre todos os homens. Demonstram, em outras palavras, que honram um ao outro. São companheiros, apoiadores e consoladores daquele ou daquela que Deus lhe deu para estar ao seu lado por todos os dias enquanto viverem.

Os defensores da não utilização da aliança de casamento costumam alegar que quando Deus instituiu a primeira família lá no Éden não confeccionou uma aliança para usarem. Porém, esquecem-se de que não haviam outras pessoas convivendo com eles no jardim. Logo, também não existiam motivos para demonstração pública de que Adão pertencia a alguém e da mesma forma com Eva, diferente dos dias hodiernos.

A utilização da aliança pelos casais cristãos significa que a pessoa que o utiliza o faz como prova das promessas que fez ao seu cônjuge, materializando o puro e imutável amor que lhes une. Falamos sobre um costume saudável a ser observado pelos cristãos, pois não há melhor forma de deixar claro a todos que se aproximam que elas estão diante de uma pessoa casada, evitando assim constrangimentos e até mesmo armadilhas do inimigo.

Além da alusão à celebração de pactos, encontramos na Bíblia a utilização da aliança ou de anéis nos dedos como sinal de autoridade conferida, liderança e poder (Jeremias 22.24), bem como de decisão que não poderia ser alterada (Daniel 6.17). Em todos os casos, há razão de semelhança com a aliança de casamento hoje utilizada.

O próprio Deus tratou de tornar pública a aliança feita com Noé, pondo nas nuvens um arco, simbolizando o tratado firmado entre Ele e a Terra (Gênesis 9.16). No hebraico, essa aliança é melhor compreendida como um pacto eterno cujo entendimento é universal a todos os homens. Se Deus se preocupou em utilizar um símbolo para que toda vez que olharmos para ele lembremos do compromisso estabelecido entre Ele e a humanidade, e como memória da sua misericórdia e fidelidade à sua palavra, porque descuidarmos nós, os que somos casados, de utilizarmos a aliança de casamento, para que fique notório que estamos em união legítima com outra pessoa, que pertencemos a outrem, e nós mesmos recordemos diariamente dos votos que um dia fizemos e que prosperarão até que a morte nos separe?

Na Parábola do Filho Pródigo, deparamo-nos com um pai presenteando o filho que para casa retornava “pondo-lhe o anel no dedo” (Lucas 15.22). Com esse gesto, estava o pai dizendo que naquele momento iniciava-se uma nova etapa na vida daquele moço. Era um anel de selo que possuía o timbre da casa daquele pai. Podemos compreendê-lo hoje como um cheque em branco para que aquele jovem utilizasse como bem entendesse, além de representar a autoridade que lhe era conferida. E a aliança de casamento? Qual a relação que fazemos com o anel do filho pródigo?

Quando o homem e a mulher casados utilizam a aliança de ouro no quarto dedo da mão esquerda, estão declarando publicamente que no dia em que o seu pacto de casamento foi firmado diante de Deus, iniciou-se uma nova etapa em suas vidas. Um concedeu poderes ao outro para que cuidassem um do outro mutuamente, ostentando a aliança como a marca daquela família que possui o selo de Deus, sendo agora dois que não são mais dois, mas uma só carne.


Por  Jônatas Gabriel.

Nova Vida em Amor - Dependencia Parental no Casamento

Resultado de imagem para casamento nova vida
Por livre  e espontânea vontade, centenas de pessoas se unem com um (a) parceiro (a) todos os dias.

Estes dados ilustram bem quantas pessoas se dedicam a fazer um projeto de casamento e quanto elas estão dispostas a investir na noite de celebração. Mas, o que acontece depois da festa? Depois da lua de mel? Depois dos primeiros meses, em que tudo é uma grande novidade? Vem a rotina, o dia a dia comum, as responsabilidades, as diferenças e as heranças familiares.

E é nesta fase que os recém casados começam a entender que o casamento verdadeiro nada tem a ver com festa, bolo e fotos. Mas sim com relacionamentos, atritos, divisão de tarefas domésticas, cumplicidade, diversão em família, aproximação com os sogros e cunhados, prestação de contas, e claro, amor e desejo.

É também nesta etapa que aqueles que se casaram com expectativas irreais (tais como relação sexual todos os dias, nenhum contato com sogros, prosperidade financeira contínua, etc.) se dão conta da realidade. Infelizmente, é também nesta fase que muitas mulheres se sentem sozinhas, mesmo estando casadas.

Jovens, casadas há menos de um ano, buscam aconselhamento para lidar com a solidão e sobrecarga no casamento. E diversas queixas são justas. Muitas estão decepcionadas com o cônjuge que não atende a expectativas mínimas.

Essas mulheres, geralmente próximas dos 30 anos, são cristãs, possuem graduação e pós, estão cheias de vida e saúde, são maduras e optaram por construir uma família com seu esposo. E após o casamento, se dão conta de um abismo de maturidade entre ambos. Seus maridos ainda estão construindo sua carreira, não possuem controle financeiro, não encaram os problemas com a seriedade devida e são descomprometidos com as responsabilidades domésticas.

Essas mulheres descobrem se casadas com meninos de 30 anos, altamente dependentes. Elas não sabem como lidar com a dependência maternal do marido.

Mas por que isso tem acontecido com essa geração?

A partir de 1984 os índices de divórcio cresceram. O que se justifica legalmente na medida em que a constituição de 1988 permitiu que o divorciado voltasse a se casar quantas vezes quisesse. Os índices também apontam que a maioria dos divórcios ocorreram em casamentos com menos de 10 anos e com a presença de filhos (os quais, em 90% dos casos ficavam sob a guarda da mãe).

O que as estatísticas não conseguem medir é o impacto social na vida dos adultos que cresceram sem referência de paternidade. Infelizmente, temos observado que dependência maternal tem se instalado em relacionamentos em que um ou ambos os cônjuges cresceram sem um pai presente e comprometido com sua educação.

E o que vemos nessa convergência de situações é uma mulher criada apenas por uma mãe que a ensina a estudar, se desenvolver, ter um trabalho, ser independente e ter iniciativa diante dos problemas da vida. E (ou) um rapaz criado por uma mãe que, por ser só, trabalha, estuda, cria o filho, é independente, tem iniciativa e precisa resolver tudo sozinha.

Quando casam, nenhum deles tem uma referência sólida de relacionamento matrimonial. A mulher deseja que o marido tenha tantas capacidades e competências quanto ela e que seja presente e comprometido. E o homem entra no casamento com a referência da mãe (aquela que resolve todas as demandas do lar). Obviamente, há um choque.

O que fazer diante desse quadro?

Primeiramente, precisamos entender que o casamento é uma aliança estabelecida entre duas pessoas que decidem se comprometer um com o outro. 
O casamento é uma relação criada por Deus e fundamentada no amor, respeito, honra e cumplicidade mútuos.

Este desígnio de Deus (“… deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir se á a sua mulher…” Marcos 10.7) para o casamento destina-se apenas a pessoas adultas. É pré-requisito também para o estabelecimento dessa aliança por vontade própria. Afinal, é inadmissível, ao menos no Brasil, um casamento compulsório.
Assim fica claro que de modo algum a mulher é vitima nessa situação. A escolha pelo casamento foi uma decisão pessoal e avaliar a identidade e maturidade do noivo era uma obrigação pré-nupcial. O casamento é uma decisão que precisa ser administrada depois do ‘sim’.
De modo que, ao invés da desistência, incentivamos as mulheres a encararem as desigualdades no relacionamento.

E para isso propomos algumas saídas.

1º) Não se proponha a ser mãe do seu marido – Assumir a dependência maternal causará muitos danos no relacionamento. A parceria entre o casal precisa estimular o desenvolvimento emocional e o amadurecimento de ambos. Seja cúmplice, amante, amiga, companheira do seu esposo. Mãe, nunca.

2º) Não se sujeite a ideias e propostas que parecem bíblicas, mas que reforçam a dependência maternal do homem à esposa e que reforçam a isenção do marido sobre suas responsabilidades. Biblicamente, o esposo é o responsável diante de Deus pelo casamento. É chamado à liderança familiar. Qualquer mensagem contrária a isso nega a Bíblia. Pode ser até machismo disfarçado de teologia.

3º) Faça amizades com outros casais. Amigos casados, que vivem um estilo de vida semelhantes ao seu, serão essenciais para os momentos bons e ruins. Referências e exemplos externos também são bons para ajudar a nortear as decisões.

4º) Estude sobre matrimônio. Leia livros, faça cursos, vá a congressos, assista a palestras sobre casamento junto com seu esposo. A jornada matrimonial ficará mais fácil se você tiver ferramentas para lidar com os desafios diários.

5º) Estabeleça princípios, valores e responsabilidades. Recuse-se a cuidar de tudo. Divida as tarefas do lar. O casamento é para isso mesmo.

6º) Busque ajuda profissional sempre que necessário. Não tenha medo de encarar um tratamento terapêutico. Um bom profissional pode auxiliar aos dois a se tornarem melhores um para o outro.


Por Flavianne Vaz.

Não Perca seus Filhos na Adolescencia.

Imagem relacionada
Os filhos são herança do Senhor (Salmos 127.3). 


Bebês são mais fáceis de cuidar, é uma fase muito gostosa. Depois, vem o momento de irem para a escola, interagirem com novas realidades e pessoas, e aí começamos a perder um pouco o “controle” sobre eles. Já na adolescência, os desafios aumentam, são explosões de mudanças e muitos pais não sabem mais como agir, nem como lidar com os próprios filhos. Este artigo tem como objetivo trazer algumas dicas para amenizar as dificuldades dessa transição, tornando-a saudável e levando pais e filhos a entenderem que esse é um período para aprendizagem e comunhão.

Adolescência vem de adolescentia, que significa período de crescer, de desenvolver-se. Nessa fase, acontecem grandes mudanças físicas (puberdade). Ao falar sobre a síndrome normal da adolescência, Knobel (1981) defende que, como os adolescentes atravessam normalmente desequilíbrios e instabilidades externos que os obrigam a recorrer ao uso de defesas e comportamentos também externos, é possível falar de uma “patologia normal” do adolescente. Os sintomas são procura de si mesmo, formação de grupo, necessidade de fantasiar e intelectualizar, crise religiosa, desorientação temporal, atitudes sociais reivindicatórias, rebeldia, separação progressiva dos pais, e flutuação do humor.

Na pré adolescência, há uma carência de metas definidas. O jovem não sabe ainda o que vai fazer no futuro. E os problemas do presente geralmente são resolvidos sem serenidade nem objetividade, já que não há ainda maturidade. Já na adolescência, para se auto firmar, o jovem lança-se nos mais diversos projetos de planos e reformas, e estabelece metas as quais seguidamente reformula, pois seus planos de vida são ainda carentes de objetividade.

A adolescência é um período de transição, tendo mais a ver com o que não é do que com o que é. Ela não é de dependência e olhos admirados da infância. Também não é de maturidade e autonomia. É um misto desses dois estágios, mas não é nenhum deles. E esse é um grande desafio para os pais.

A adolescência abrange, em geral, a faixa dos 12 aos 20 anos. Nos últimos anos, a adolescência sofreu uma extensão: muita gente com 20 está mais para adolescente do que para jovem. Os pais precisam saber que seu adolescente está passando por transformações extraordinárias, que abrangem muitos aspectos da vida, como neurológico, hormonal, emocional, social e espiritual, e que essas transformações ocorrem ao mesmo tempo, tornando essa fase mais complicada.

É fundamental os pais levarem os adolescentes a entenderem que estão atravessando um período de grandes mudanças, mas que tudo está bem porque serão apoiados. É uma fase em que precisam se manter firmes nos valores espirituais, exercitar a paciência com eles mesmos e com os outros, e reconhecer o aumento da autoridade sobre sua própria vida e a responsabilidade de honrar seus compromissos, fazendo escolhas certas. É muita pressão. Logo, seu filho(a) precisará muito de você!

Para manter vínculo nessa fase:

1) Seja compreensivo – Compreenda os conflitos dele(a) e tente resolvê-los juntos. Não cobre dos seus filhos algo que ainda não têm condições de oferecer.

2) Não seja muito critico – O que menos os adolescentes querem ou precisam é de um pai ou mãe que passe o tempo todo criticando suas roupas, maneira de falar, de andar, de se portar, seu amigos etc. Não estou dizendo para deixá-los fazerem o que quiserem, mas é importante lembrar que não estamos mais lidando com bebês nem crianças. Eles estão em busca da autonomia, que é muito importante para formação de um adulto saudável. Por isso, é fundamental utilizar o diálogo para refletirem sobre seus comportamentos.

3) Aprenda a ouvir – Deixe falarem sobre dúvidas, inseguranças, temores e erros. É muito importante não ter uma crise de histeria quando o filho buscar em você ajuda para resolver suas questões. Nunca aumente o problema!

4) Quando errar, reconheça – A pior coisa para um adolescente é descobrir mentira e hipocrisia em seus pais. Se você errou, peça perdão. Isso não é fraqueza. É um exemplo poderoso que certamente ensinará seu filho mais do que palavras ou lições de moral.

5) Ore com seu filho(a) – A oração continua tendo um papel fundamental em todas as áreas e fases da vida. Infelizmente, muitos se esquecem do poder da oração. Esse momento a três (você, seu filho e Deus) é muito enriquecedor espiritual e emocionalmente, e solidificará a relação de vocês.

6) Não projete neles seus sonhos – Muitos pais tentam realizar nos filhos sonhos que são seus, gerando conflitos. Deixe escolherem sua futura profissão, com quem vão casar etc. Nosso papel é orientá-los na vida, não viver a vida por eles.

7) Deixe que cresçam – Como terapeuta, ouço muitas vezes a frase “Meu bebê”, e deparo me com “bebês” de 12, 15 ou 20 anos. A superproteção faz mais estragos do que não proteger, pois inibe a tomada de decisão, a autonomia e a autoestima. Afinal, se sempre há alguém resolvendo tudo, como aprenderão? O que será deles quando não houver mais? Por isso, às vezes é preciso deixar “quebrarem a cara” e ensiná-los a assumir as consequências de seus erros. Eles jamais o farão se continuarem a ser tratados como bebês.

8) Valorize o diálogo – Mas não aja como um agente da CIA. Conceda liberdade para falarem sobre tudo. Antigamente, muitos filhos não tinham liberdade para falar com os pais sobre namoro, sexo e conflitos pessoais, mas hoje é fundamental que os pais estejam atualizados e falem sobre isso com os filhos de forma natural.


Por, Serenita Rienzo.